Após ameaças de greve de caminhoneiros, Governo Bolsonaro decide suspender nova tabela do frete

Publicado em: 22 de julho de 2019

Protesto de caminhoneiros em Ipatinga, Minas Gerais, na manhã desta segunda-feira (22).

Resolução sobre o piso mínimo publicada na quinta-feira, 18 de julho, desagradou líderes da categoria. Caminhoneiros se manifestam hoje em algumas estradas do país

ALEXANDRE PELEGI

Após intensas manifestações de caminhoneiros em grupos de Whatsapp, contrários à nova tabela de piso para contratação de frete anunciada na quinta-feira, 18 de julho de 2019, o Ministério da Infraestrutura confirmou que solicitou a suspensão da medida em caráter cautelar. Relembre: ANTT aprova nova resolução sobre piso mínimo do frete

Nesta quarta-feira, 24, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, se reunirá com os caminhoneiros, prometendo que até lá a tabela será revogada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Apesar da manifestação do ministro, que chegou a conversar com algumas lideranças durante este fim de semana, há protestos parciais em algumas regiões do país.

Ao divulgar a nova tabela na semana passada, a ANTT divulgou nota em que afirmava que a elaboração da nova resolução contou com a participação de transportadores autônomos, empresas e cooperativas de transporte, contratantes de frete, embarcadores e diversos outros agentes da sociedade.

“Durante a Audiência Pública nº 2/2019, foram recebidas aproximadamente 350 manifestações, que englobaram cerca de 500 contribuições específicas e que foram analisadas individualmente pela ANTT. Parte significativa dessas contribuições foram acatadas e serviram de subsídio para aprimoramento da proposta submetida à Audiência Pública”, informou a ANTT, em nota.

Em um áudio divulgado por líderes dos caminhoneiros, o ministro Tarcísio Freitas se compromete a suspender a nova tabela e a reabrir o diálogo.

“A ideia é fazer uma revogação aí, para que a gente possa voltar a conversar num ambiente de tranquilidade para construir uma solução”, diz o ministro em um dos áudios divulgados.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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