ANTT suspende oficialmente tabela de fretes com preços mínimos da semana passada

Publicado em: 22 de julho de 2019

Valores desagradaram categoria. Ministro de Bolsonaro já tinha indicado a suspensão diante de ameaça de greve de caminhoneiros

ADAMO BAZANI

A ANTT – Agência Nacional de Transportes Terrestres suspendeu formalmente na tarde desta segunda-feira, 22 de julho de 2019, em reunião extraordinária, a Resolução nº 5.849/2019, de quinta-feira da semana passada, que estabeleceu preços mínimos de frete para os caminhoneiros.

Com isso, volta a valer a Resolução n° 5.820/2018, que estava em vigor antes da entrada da nova norma.

Em nota, na tarde desta segunda-feira, a ANTT diz que se compromete a continuar dialogando para haver um consenso, mas que para a resolução que acaba de ser suspensa também houve debate.

“A elaboração da Resolução nº 5.849/2019 foi resultado da Audiência Pública nº 2/2019, que contou com a participação de transportadores autônomos, empresas e cooperativas de transporte, contratantes de frete, embarcadores e diversos outros agentes da sociedade. A Agência reitera o compromisso com todos os envolvidos de manter um diálogo constante, a fim de buscar um consenso no setor de transporte rodoviário de cargas e pretende ampliar o debate sobre a matéria.”

Como mostrou o Diário do Transporte na manhã desta segunda-feira, após intensas manifestações de caminhoneiros em grupos de Whatsapp, contrários à nova tabela de piso para contratação de frete anunciada na quinta-feira, 18 de julho de 2019, o Ministério da Infraestrutura confirmou que solicitou a suspensão da medida em caráter cautelar.

Nesta quarta-feira, 24, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, se reunirá com os caminhoneiros, prometendo que até lá a tabela será revogada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/07/22/apos-ameacas-de-greve-de-caminhoneiros-governo-bolsonaro-decide-suspender-nova-tabela-do-frete/

Durante a greve dos caminhoneiros no ano anos passado, houve bloqueios em estradas e problemas de abastecimento de remédios, alimentos e combustíveis, interferindo nos atendimentos médico-hospitalares, em aulas, nos supermercados e na circulação de ônibus urbanos, metropolitanos, de fretamento, escolares e rodoviários.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Colaborou: Alexandre Pelegi

Compartilhe a reportagem nas redes sociais:

Deixe uma resposta