Auditoria do transporte coletivo de Feira de Santana deve ser concluída até fim de junho, segundo secretário
Publicado em: 2 de junho de 2019
Responsável pela Pasta de Planejamento, Carlos Brito, afirmou que não há riscos de atrasos na inauguração do BRT
JESSICA MARQUES
A auditoria do transporte coletivo de Feira de Santana, no interior da Bahia, deve ser concluída até o fim de junho deste ano. É o que prevê o secretário de Planejamento, Carlos Brito.
O responsável pela Pasta afirmou à jornalista Daniela Cardoso, do portal local Acorda Cidade, que não há riscos de atrasos na inauguração do BRT (Bus Rapid Transit, Ônibus de Trânsito Rápido).
No ano passado, a Prefeitura contratou uma auditoria para verificar se existe ou não desequilíbrio financeiro nas empresas Rosa e São João. Em 2018, também foram feitas vistorias nas garagens das viações.
Em maio do ano passado, o Diário do Transporte noticiou que a prefeitura de Feira de Santana decidiu contratar uma auditoria nas empresas de ônibus Rosa e São João, atuais concessionárias do transporte coletivo municipal, para avaliar argumentos sobre supostos prejuízos na operação do sistema BRT (Bus Rapid Transit).
Em agosto de 2018, o Diário do Transporte publicou que, após processo licitatório, a prefeitura assinou contrato com a Deloitte Brasil Auditoria e Consultoria Empresarial, empresa que vai executar o trabalho de auditoria.
De acordo com o secretário, para a empresa Deloitte Brasil falta apenas a entrega de um relatório, que precisa ser discutido e chancelado pela administração municipal, para a conclusão do procedimento.
Ainda segundo Brito, a auditoria ocorre há cerca de oito meses porque houve alguns atrasos para o encaminhamento de informações.
“Tinha uma previsão de seis meses, houve discussões sobre os relatórios apresentados e tivemos alguns percalços em função de feriados, micareta e ainda não foi concluída. Espero que no final de junho, no máximo, ter a conclusão desses trabalhos. As empresas vêm se queixando de desequilíbrio econômico, então o que está se fazendo é um levantamento dos dados operacionais e daí chegar a uma conclusão se eles têm ou não razão”, afirmou o secretário ao portal.
Brito explicou que as empresas alegam que estão tendo prejuízos por conta do que foi licitado em número de passageiros por mês, por ter havido uma queda nesta quantidade. Além disso, segundo o secretário, as empresas demandam maior valor para a tarifa.
“É isso que a auditoria está apurando. Lógico que o risco existe em toda atividade empresarial, tanto por parte de quem contrata como por parte de quem presta o serviço, então isso está sendo analisado no conjunto das ações pela empresa de auditoria”, disse.
OBRAS DO BRT NÃO DEVEM ATRASAR MAIS
As obras do sistema BRT de Feira de Santana tiveram início oficialmente no dia 29 de junho de 2015, quando o então ministro das Cidades, Gilberto Kassab, esteve na cidade para assinar a ordem de serviço.
À época a previsão era de que o BRT seria concluído em janeiro de 2017, beneficiando 56 mil passageiros. Com dois corredores – João Durval, com 4,8 km de extensão, e Getúlio Vargas, com 4,45 km –, o sistema BRT terá 9,25 km, ligando três terminais que também integram o projeto.
O projeto original prevê 20 ônibus especiais, com acessibilidade, GPS, ar-condicionado e capacidade para atender até cem passageiros, por viagem, que circularão pelos corredores exclusivos.
O investimento da obra, em 2015, era estimado em aproximadamente R$ 87 milhões, financiados pela Caixa Econômica Federal.
Agora, Carlos Brito informou que não há riscos de mais atrasos na inauguração do BRT, devido às alegações das empresas Rosa e São João. Ainda ao portal Acorda Cidade, o secretário disse que “as estações de BRT das avenidas Getúlio Vargas e João Durval já estão com a parte de construção civil pronta e que está precisando apenas finalizar com a colocação de portas e catracas. Já os terminais que estão sendo implantados na Ayrton Senna e na Nóide Cerqueira, ele disse que estão sendo trabalhados. Com relação ao terminal do bairro Pampalona, Brito afirmou que estará concluso até o final do junho”.
Jessica Marques para o Diário do Transporte


