Prefeitura negocia com dez empresas de patinetes, diz Bruno Covas
Publicado em: 31 de maio de 2019
Sobre atual empresa, que entrou com processo contra apreensões, prefeito diz que não há mais negociação. Só vias judiciais
ADAMO BAZANI / JESSICA MARQUES
A prefeitura de São Paulo conversa com cerca de dez empresas interessadas em oferecer serviços de patinetes elétricos na cidade.
A informação é do prefeito Bruno Covas em conversa com o Diário do Transporte após entrega de ônibus novos para zona Oeste.
De acordo com Bruno Covas, em relação à atual empresa, que moveu ação contra o poder público, não há mais negociação.
“Temos mais de dez empresas que estão conversando com a Prefeitura de São Paulo em relação a essa regulamentação, só que a empresa que já está oferecendo esse serviço não quis se credenciar e resolveu judicializar a questão. Com ela, nós vamos falar no judiciário, agora com todas as outras dez, vamos continuar a dialogar e encontrar uma saída consensual”, disse Covas.
O prefeito disse ainda que as apreensões das patinetes continuam até a empresa se cadastrar.
“As apreensões continuam porque ela está na ilegalidade e não quis se credenciar na Prefeitura de São Paulo”.
HISTÓRICO
O prefeito de São Paulo Bruno Covas afirmou na manhã desta quinta-feira, 30 de maio de 2019, após determinar a apreensão de 557 patinetes da empresa Grow, que “nenhuma empresa está acima da lei”.
Os veículos foram recolhidos na véspera, segundo a prefeitura, por estarem operando ilegalmente, contrariando o decreto que definiu as regras para os usuários do veículo.
Pelo decreto, publicado em 14 de maio deste ano, cabe às empresas de compartilhamento o fornecimento de capacetes para os usuários, além de possuir seguro que cubra danos e acidentes pessoais.
A regra determina ainda que os patinetes estão proibidos de circularem em calçadas.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes
Jessica Marques para o Diário do Transporte


