Prefeitura de Campinas diz que obras de BRT avançam dentro do cronograma
Publicado em: 29 de maio de 2019
Nesta quarta-feira, foi entregue novo acesso viário e na sexta-feira, corredor começa a ser estendido em mais 400 metros na Rua Piracicaba
ADAMO BAZANI/JESSICA MARQUES
A prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, anunciou para esta sexta-feira, 31 de maio de 2019, o prolongamento das obras do BRT – Bus Rapid Transit – Ouro Verde por 400 metros da Rua Piracicaba, na região do Jardim Novo Campos Elíseos.
As novas intervenções compreendem o trecho da rotatória entre as vias Paulo de Camargo Moraes e Luiz Marcelino Guernelli (Córrego do ‘Lixão’) até a Rua Itatiba.
Segundo a Emdec – Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas, as obras na Rua Piracicaba foram iniciadas em abril, com trecho inicial no entroncamento com a Avenida Ruy Rodriguez. A região recebe a construção do pavimento do corredor para os veículos BRT e da estação Piracicaba.
O secretário de Transportes da cidade e presidente da Emdec, Carlos José Barreiro, disse em nota que as obras dos corredores de ônibus rápidos estão de acordo com o cronograma previsto e que a tendência é reduzir os impactos durante as intervenções.
“O cronograma de obras do BRT campineiro está sendo cumprido. Daqui para frente, a necessidade de grandes interdições, que impactam a circulação, diminui e vai dando espaço para a liberação parcial dos trechos” – disse Barreiro em nota.
Segundo a administração municipal, durante as obras, haverá interdições e a velocidade máxima permitida do trecho vai ser reduzida de 60km/h para 40 km/h.
Para viabilizar a nova etapa, serão bloqueadas as pistas de rolamento junto ao canteiro central, nos dois sentidos de circulação. Assim como já ocorre na extensão em obras, o novo trecho interditado passará a contar com uma faixa por sentido para o tráfego de veículos.
Após a implantação do Corredor BRT, este trecho continuará com quatro faixas de rolamento, sendo uma por sentido para os veículos em geral e uma por sentido para os ônibus do BRT. Nas próximas etapas de obras na Rua Piracicaba, os trabalhos se estenderão até a Avenida das Amoreiras.
O estacionamento de veículos fica proibido ao longo de toda a extensão em obras, em ambos os sentidos. Os pontos de ônibus existentes no trajeto serão mantidos.
No trecho em obras, a prioridade de circulação é dos ônibus do transporte público coletivo.

Como mostrou o Diário do Transporte, a prefeitura abriu na manhã desta quarta-feira, 29 de maio de 2019, o novo acesso viário entre o Parque Industrial e o Jardim Miranda. A obra é contemplada no projeto do Corredor BRT Perimetral – que liga o Corredor BRT Campo Grande, na Vila Aurocan, ao Corredor BRT Ouro Verde, no Jardim Novo Campos Elíseos.
Relembre:
HISTÓRICO
O BRT de Campinas contempla 36,6 quilômetros de corredores exclusivos; 16 pontes e viadutos; 38 estações e 5 terminais.
Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões, segundo a Prefeitura.
“O BRT campineiro contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado.”
O BRT Campo Grande tem 17,9 quilômetros de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte (pontes e viadutos).
O BRT Ouro Verde tem 14,6 quilômetros de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte (pontes e viadutos).
Entre os dois corredores há um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.
LOTES
A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.
– Lote 1: compreende o trecho 1 do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.
– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.
– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.
– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes


