Prefeitura de Campinas entrega trecho do Corredor BRT Perimetral

O BRT de Campinas contempla 36,6 quilômetros de corredores exclusivos. Foto: Divulgação.

Obra é a primeira do sistema a ser entregue

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, informou por meio de nota que entregou nesta quarta-feira, 29 de maio de 2019, a primeira obra dentro do contexto do sistema BRT.

O novo acesso viário entre o Parque Industrial e o Jardim Miranda foi liberado para o tráfego de veículos nesta manhã. A região está inserida no Corredor BRT Perimetral – que liga o Corredor BRT Campo Grande, na Vila Aurocan, ao Corredor BRT Ouro Verde, no Jardim Novo Campos Elíseos, segundo a administração municipal.

“O acesso está inserido em uma importante ligação entre as avenidas John Boyd Dunlop e Amoreiras. O local recebeu nova reconfiguração, com mais segurança para pedestres e motoristas. Ele atravessa o Corredor BRT Perimetral; e fica em região entre o chamado ‘Balão do Curtume’ e a Rodovia Anhanguera (SP 330)”, informou a Prefeitura, em nota.

A administração municipal informou ainda que a transposição entre os bairros Parque Industrial e Jardim Miranda, recebeu novas sinalizações, tanto horizontais (placas), como também verticais (solo).

“Foi implantado um sistema binário de circulação, envolvendo as ruas Rodion Podolsky e Dr. Júlio Ribeiro de Menezes. Elas ficam com sentido único de circulação, sendo que, respectivamente, uma vai (sentido Curtume) e a outra volta (sentido Anhanguera). As vias são paralelas ao Corredor BRT Perimetral.”

Confira as mudanças no tráfego, segundo a Prefeitura:

O motorista que vem da Avenida John Boyd Dunlop pela Avenida Antônio Carvalho Miranda terá a circulação facilitada no sentido Avenida das Amoreiras, acessando a Rua Maestro Diogo Hugo Bratficher e seguindo, depois, pela Rodion Podolsky. Já o motorista que estiver no sentido oposto acessa a Rua Alcides Guernelli e a Avenida Antônio Carvalho Miranda, em direção à Avenida John Boyd Dunlop.

Nas duas vias, Rodion Podolsky e Dr. Júlio Ribeiro de Menezes, o estacionamento será permitido à direita. As linhas de ônibus 171 – Campinas Shopping / Shopping Dom Pedro e 242 – Jardim Miranda, que circulam pela região, terão os pontos de parada reposicionados.

HISTÓRICO

O BRT de Campinas contempla 36,6 quilômetros de corredores exclusivos; 16 pontes e viadutos; 38 estações e 5 terminais.

Os três corredores BRT do município – Campo Grande, Ouro Verde e Perimetral – têm custo total de R$ 451,5 milhões, segundo a Prefeitura.

“O BRT campineiro contempla estações de transferência e infraestrutura adequada; veículos articulados ou biarticulados; corredores exclusivos com espaços para ultrapassagens; embarque e desembarque pela esquerda (junto ao canteiro central das avenidas); embarque em nível; e pagamento desembarcado.”

O BRT Campo Grande tem 17,9 quilômetros de extensão, saindo da região central, ao lado do Terminal Mercado, seguindo pelo leito desativado do antigo VLT, Avenida John Boyd Dunlop, passando pelo Terminal Campo Grande e chegando ao Terminal Itajaí. Serão construídas 12 obras de arte (pontes e viadutos).

O BRT Ouro Verde tem 14,6 quilômetros de extensão, saindo da região central, do Terminal Central, seguindo pelas avenidas João Jorge, Amoreiras, Ruy Rodriguez, passando pelo Terminal Ouro Verde, Camucim até o Terminal Vida Nova. Nesse trajeto serão construídas quatro obras de arte (pontes e viadutos).

Entre os dois corredores há um corredor perimetral, chamado de BRT Perimetral, com 4,1 km de extensão, ligando a Vila Aurocan até o Campos Elíseos, seguindo pelo leito desativado do VLT.

LOTES

A elaboração dos projetos executivos e realização das obras dos três corredores BRT foram divididas em quatro lotes.

– Lote 1: compreende o trecho 1 do Corredor Campo Grande, que é a ligação entre a região central até a Vila Aurocan, com extensão de 4,3 km; além de todo corredor perimetral, com 4,1 km. O responsável pelo Lote 1 é o Consórcio Corredor BRT Campinas, formado pela Arvek, D. P. Barros, Trail, Enpavi e Pentágono. O valor total do lote é de R$ 88,9 milhões.

– Lote 2: trechos 2, 3 e 4 do Corredor Campo Grande. Esses trechos contemplam a ligação da Vila Aurocan até o Terminal Itajaí, totalizando 13,6 km. O trecho 2 é da Vila Aurocan até a ponte sobre a Rodovia dos Bandeirantes, com 5 km. O trecho 3 compreende a ponte da Rodovia dos Bandeirantes até o Terminal Campo Grande, totalizando 6,4 km. E o trecho 4, do Terminal Campo Grande até o Terminal Itajaí, totalizando 2,2 km. Responsável: Empresa Construcap – CCPS Engenharia e Comércio. Valor total do lote: R$ 191,1 milhões.

– Lote 3: trecho 1 do Corredor Ouro Verde, que liga a região central até a Estação Campos Elíseos, com 4,8 km de extensão. Responsável: Empresa Compec Galasso. Valor total do lote: R$ 66,5 milhões.

– Lote 4: trechos 2 e 3 do Corredor Ouro Verde, que compreende a ligação da Estação Campos Elíseos até o Terminal Vida Nova, totalizando 9,8 km de extensão. O trecho 2 vai da Estação Campos Elíseos até o Terminal Ouro Verde, com 5,7 km. E o trecho 3 liga o Terminal Ouro Verde até o Terminal Vida Nova, com 4,1 km. Responsável: Consórcio BRT Campinas (Artec; Metropolitana). Valor total do lote: R$ 104,9 milhões.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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