Buser registra crescimento em viagens de 10% por semana

O crescimento apresentou-se em um momento de batalha judicial. Foto meramente ilustrativa.

Em 10 dias, ‘Uber dos ônibus’ ganhou 200 mil usuários cadastrados

JESSICA MARQUES

A Buser, empresa conhecida como o Uber dos ônibus, informou ao Diário do Transporte que registrou um crescimento em viagens de 10% por semana nos últimos meses.

Além disso, o número de usuários tem crescido aproximadamente 3% ao dia. De acordo com a empresa, atualmente são 500 mil usuários cadastrados na Buser. Há 10 dias, o número estava em 300 mil.

Frente à expansão do número de usuários utilizando a plataforma, a empresa tem uma expectativa de ampliar o número de cidades atendidas. A Buser está presente em 20 municípios em para junho a projeção é de que este número suba para 27.

“Os números de crescimento da Buser reforçam o feedback positivo que temos dos usuários. Mas eles também mostram que o Brasil tem forte demanda por serviços modernos e tecnológicos capazes de facilitar a vida dos consumidores e baratear os serviços”, afirmou Marcelo Abritta, co-fundador da Buser junto com o sócio Marcelo Vasconcellos.

Além disso, para este ano, a startup prevê investimentos de até R$ 50 milhões em diversas áreas, como marketing, tecnologia e logística.

AÇÃO NA JUSTIÇA

O crescimento apresentou-se em um momento de batalha judicial. Como noticiou o Diário do Transporte, a Abrati (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros) moveu uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a Buser.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/03/29/deer-mg-proibe-buser-no-estado-e-abrati-ajuiza-acao-no-stf-contra-tipo-de-transporte/

A Buser, por sua vez, recorreu da decisão e o STF deve julgar a legalidade da atuação da empresa no início deste mês de maio.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/04/11/buser-recorre-de-acao-movida-pela-abrati-no-stf-contra-o-servico/

Leia também: https://diariodotransporte.com.br/2019/04/24/stf-deve-julgar-legalidade-da-buser-no-inicio-de-maio/

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. JOAO LUIS GARCIA disse:

    A não proibição desse engodo chamado BUSER pelo STF, digo engodo pois isso nada mais é que a legalização do serviço irregular que hoje é tão combatido pelas empresas de linhas regulares e pelas associações e sindicatos que representam as empresas de transporte regular rodoviário de passageiros, será o início do fim de um setor que ao longo do tempo contribuiu em muito para o progresso do nosso País, gerou milhares de empregos diretos e indiretos, recolheu milhões em impostos, muitos dos fundadores das atuais empresas inclusive nem mesmo estão há frente dos seus negócios, alguns já falecidos e outros foram sucedidos pelos seus filhos e netos.
    As empresas hoje legalizadas são obrigadas manterem suas frotas em condições de rodarem com a idade máxima e média dentro das regulamentações impostas pelas agências reguladoras, muitas recorrem aos financiamentos para poderem cumprir com as exigências.
    Falar do transporte rodoviário de passageiros nesse País aonde ainda hoje verificamos que em algumas ligações as viagens são verdadeiras aventuras devido ao viário que ainda são obrigadas a percorrerem.
    Gostaria apenas de perguntar se por acaso o ” BUSER ” irá rodar em cima das linhas que ligam a região Centro-Norte do País ? Ou se por acaso irão operar as linhas na região Amazônica ou do Nordeste do Brasil, com toda certeza que não.
    Alguém tem dúvida que esse tal ” BUSER ” irá operar apenas nos trechos de maior demanda ? Pois se o mesmo somente confirma a viagem após uma quantidade mínima de passageiros ter adquirido os seus serviços.
    Infelizmente o que vemos hoje no judiciário é concessão de liminares sem qualquer estudo técnico sobre os fatos.
    Afirmar que o passageiro tem o direito de escolher e optar pelo serviço de menor valor é uma grande demagogia e hipocrisia daqueles que defendem esse serviço, se é que podemos assim o chamar, afinal é claro que em um País com mais de 13.0 Milhões de desempregados e aonde mais da metade do trabalhador brasileiro recebe menos de 01 salário mínimo, afinal um empresa legalizada tem obrigações não só para com seus colaboradores, mas principalmente para com os próprios passageiros, pois além de manter os horários regulares com ou sem passageiros pagantes, é responsável civil e criminalmente para com aqueles que utilizam seus serviços.
    Hoje verifica-se no serviço irregular de transporte rodoviário de passageiros uma verdadeira ilegalidade, pois muitas vezes quando o veículo utilizado para o transporte não apresenta as mínimas condições de segurança, além de se o mesmo por acaso envolver-se em um acidente as suas vítimas ficarão sem qualquer cobertura, muitos dos veículos são conduzidos pelos próprios proprietários.
    Infelizmente podemos estar assistindo o fim de um setor.

    1. vagligeirinho disse:

      Entendo sua reclamação, mas acho que você ignora algumas coisas que ocorrem na questão do transporte no BR.

      linhas que ligam a região Centro-Norte do País, Região Amazônica ou do Nordeste do Brasil : sinceramente e tecnicamente não sei a situação atual destas linhas, mas a mecânica logística destas áreas são diferentes, dado que muitas delas tem problemas com falta de rodovias pavimentadas e problemas sociais diversos. As rotas oficiais para estes lugares são caros e há ainda predominância de “serviços ilegais” ou linhas fretadas que operam da mesma maneira. Existe o fato também de que as rotas brasileiras muitas vezes superam os 1 mil quilômetros, e a ANTT tentou diversas formas para fazer as empresas regulares operarem de forma harmoniosa e conectada, com possibilidade de hubs. Sem sucesso.

      Infelizmente o que vemos hoje no judiciário é concessão de liminares sem qualquer estudo técnico sobre os fatos.: vide caso Trans Brasil (ainda na ativa apesar das denúncias, hoje abafadas) https://diariodotransporte.com.br/2017/05/04/antt-suspende-servicos-da-transbrasil-em-todo-o-pais/ e os casos Itapemirim e Eucatur (Ambos com problemas legais devido a situações internas).

      Hoje verifica-se no serviço irregular de transporte rodoviário de passageiros uma verdadeira ilegalidade (…): existe uma meia verdade em seu argumento.

      Linhas para regiões pobres tem estes problemas. Mas o caso do Buser é bem diferente e na verdade ignora uma situação comum e não notada ou ignorada inclusive por busólogos: as operações “regulares” de fretamento, esta que funciona de forma similar a uma operação regular oficial.

      Quem reside em São Paulo e visita a região da 25 de Março / Brás, sabe que há vários pontos de estacionamento de ônibus fretados, oriundos de diversos lugares do país. Tais linhas muitas vezes operam de forma similar a regular, com horários e datas comuns.

      Algumas destas operações trabalham com veículos em muitas vezes excelente estado de operação, superando até os veículos usados pelas empresas de ônibus. Assim como há operações com veículos em um estado regular e outros com veículos em mau estado.

      Há denúncias que em Minas Gerais, empresas de fretamento ocuparam o lugar de empresas regulares que abandonaram as operações devido a demanda não condizente (Buser nasceu desta situação, diga-se de passagem).

  2. Eduardo Martins disse:

    Nós motoristas das empresas de transporte de passageiros conhecemos como ninguém a realidade do transporte de passageiros no Brasil, não perguntem ao empresário ou aos órgãos competentes que se baseiam apenas em estatísticas, nem em notícias fantasiosas, querem discutir a realidade? Conversem com quem realmente vive a realidade de perto, quem está na linha de frente, situação das estradas, passageiros, sistema, fiscalização, etc… Quem não está lá atrás do volante dia após dia o tempo todo e não vive de fato o problema, só tem gráficos e estatísticas para se basear.

    1. vagligeirinho disse:

      Sim, não dá para generalizar, mas acabamos generalizando e ignorando o universo dos motoristas de transporte, que são a linha de frente na operação.

      O mal é que outrora que até anunciado em propagandas que “os que geraram as empresas eram também motoristas”, hoje é um batalhão de burocratas que ignoram a parte social (o atender a pessoa) e só pensam na parte financeira e burocrática da coisa – os ganhos e os gastos.

      Falta empresários lembrarem das origens das empresas – dos motoristas que viraram frotistas. Da tentativa de fazer sempre uma excelência em atendimento. Da relação política com inteligência e não com a fisiologia.

    2. Paulo Gil disse:

      Eduardo Martins, boa noite.

      Aproveite este espaço do Diário do Transporte e divulgue quais são os pontos de vista e as sugestões dos motoristas para melhorar o sistema de buzão num todo.

      Abçs,

      Paulo Gil

  3. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Apesar das diversas opiniões sobre o BUSER e cabe aqui somar todos os demais aplicativos de mobilidade que existem; os aplicativos trouxeram efeito super positivo e em todos os sentidos, no que se refere ao Jurassismo do Poder Público e aos eleitos em todas as esferas.

    Na era do zapzap; não dá mais para continuarem alheios ao que acontece e às velocidades com que as coisas estão sendo processadas nos dias de hoje

    Se o Poder Público e os eleitos em todas as esferas públicas não evoluírem em gênero número e grau, o Barsil vai parar sozinho.

    MUDEM ENQUANTO É TEMPO, O MOMENTO É AGORA.

    BARSIL, MUDA, ACELERA, TRABALHA, ACORDA E LEVANTA DO BERÇO ESPLENDIDO.

    Att,

    Paulo Gil

  4. Rogerio Belda disse:

    “Livre pensar é só pensar – dizia o filosofo Millôr Fernandes Liberar todo ensaio e se der errado: Pau no GOVERNO. Rogerio Belda

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