CCJ da Câmara de Curitiba aprova PL de Greca que propõe extinguir função de cobrador nos ônibus
Publicado em: 3 de abril de 2019
Proposta segue agora para a Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização
ALEXANDRE PELEGI
O Projeto de Lei do Executivo (PLE) que propõe a extinção da função de cobrador no transporte coletivo de Curitiba voltou ao debate na Câmara Municipal da capital paranaense.
Ontem, 2 de abril de 2019, o PLE foi aprovado pela Câmara de Constituição e Justiça (CCJ), e segue agora para apreciação da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização.
O projeto, que pretende implementar a exclusividade da bilhetagem eletrônica nos ônibus da capital, é visto como condição necessária para a redução do custo do transporte coletivo.
A matéria recebeu cinco votos favoráveis e um favorável com restrições, de Alex Rato (PSD).
Enviado à Câmara no dia 25 de outubro de 2018, a proposta do prefeito Rafael Greca preservaria o emprego dos cobradores. A prefeitura argumenta que a situação já foi discutida com as concessionárias e que os profissionais terão “a oportunidade de requalificação mediante cursos de formação de motoristas, bem como podendo os mesmos ser realocados para serviços de natureza administração e operacional dentro das concessionárias”.
DEBATE
O PLE propõe expandir o sistema de Bilhetagem Eletrônica nos pontos de acesso ao transporte coletivo. Na prática, trata-se de eliminar o dinheiro em espécie como forma de pagamento no interior dos ônibus da cidade. Relembre: Projeto da prefeitura de Curitiba aponta para extinção progressiva da função de cobrador.
O projeto, que já recebeu o nome de “lei da bilhetagem eletrônica” nos ônibus da capital paranaense, foi adiado depois de seguidos protestos de motoristas e cobradores, e agora volta à pauta do Legislativo.
Ao lado da isenção do ICMS, e do reajuste salarial dos rodoviários, a extinção dos cobradores, com aprovação do PLE, era uma das condições citadas pelo prefeito Greca para evitar um reajuste maior na tarifa do transporte.
A tarifa foi reajustada no dia 25 de março, passando de R$ 4,25 para R$ 4,50.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Visitando cidades fora do Brasil, vejo referencias a Curitiba ou mesmo estudo detalhado de alguma nova medida adotada. Exemplo: integração gratuita ao corredores de ônibus em “canaletas”. Aqui, no entanto, não se fala nada sobre vantagens ou mesmo desvantagens, subentendendo que “em Curitiba é diferente”.
É o mínimo que podemos esperar da CCJ ao julgar um assunto como esse, sem legislar com atitudes demagógicas, hipocrisia e totalmente apartidaria.
Há muito tempo que a função do cobrador ou trocador no transporte coletivo de passageiros deixou de ter razão da sua existência, logicamente que em algumas cidades menores que ainda não adotaram a bilhetagem eletrônica a necessidade ainda persista, mas com certeza nos grandes centros a existência dessa função não mais é necessária e em um futuro muito próximo tende a acabar.