Prefeito de Rio Claro (SP) determina revisão de contratos de transporte e não descarta nova licitação

Dono da Rápido São Paulo foi preso nesta semana. Foto: Divulgação.

Caso irregularidades sejam confirmadas, município pode rescindir contrato com a Rápido São Paulo

JESSICA MARQUES

Após a prisão do dono da empresa Rápido São Paulo, responsável pelo transporte coletivo de Rio Claro, no interior de São Paulo, o prefeito Juninho da Padaria determinou a revisão dos contratos do transporte público do município.

Caso sejam confirmadas irregularidades, a Prefeitura pode abrir uma nova concorrência pública para o serviço, após haver rescisão de contrato com a Rápido São Paulo.

O chefe do Executivo encaminhou nesta quarta-feira, 20 de março de 2019, um ofício para a Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos determinando a revisão dos contratos ainda vigentes, “firmados originalmente pela empresa Rápido São Paulo, bem como seus aditamentos, a fim de se buscar eventuais ilegalidades que possam ter ocorrido”, conforme informou a assessoria de imprensa, em nota.

Os documentos do processo administrativo serão encaminhados à Câmara Municipal, após pedido do presidente André Godoy.

“Durante todo o período de realização das medidas administrativas e jurídicas, o município cuidará para que as pessoas que utilizam ônibus no transporte público não sejam prejudicadas”, informou a Prefeitura.

Confira a nota da Prefeitura na íntegra:

O prefeito João Teixeira Junior, o Juninho da Padaria, encaminhou ofício nesta quarta-feira (20) à Secretaria Municipal dos Negócios Jurídicos determinando que se instaure procedimento administrativo a fim de que sejam devidamente revisados os contratos ainda vigentes, firmados originalmente pela empresa Rápido São Paulo, bem como seus aditamentos, a fim de se buscar eventuais ilegalidades que possam ter ocorrido.

O prefeito Juninho adotou a medida após tomar conhecimento pela imprensa na data de ontem que o Ministério Público do Estado de São Paulo apurou que a empresa Rápido São Paulo utilizou documentos falsos para fins de possibilitar a sua contratação pelo município de Rio Claro, na gestão anterior.

Caso sejam confirmadas irregularidades, o contrato com empresa Rápido São Paulo poderá ser rescindido e aberta licitação para a contratação de nova empresa.

A Câmara de Vereadores também está acompanhando o assunto. Os documentos resultantes da análise de revisão dos contratos e aditamentos também serão encaminhados à Câmara Municipal, conforme solicitação do presidente André Godoy, que manifestou total interesse do Legislativo em acompanhar o assunto e fazer os encaminhamentos às instâncias legais para eventuais responsabilizações.

A empresa Rápido São Paulo é concessionária dos serviços de transporte público urbano de passageiros no município de Rio Claro. De acordo como prefeito Juninho, durante todo o período de realização das medidas administrativas e jurídicas, o município cuidará para que as pessoas que utilizam ônibus no transporte público não sejam prejudicadas.

PRISÃO

O sócio-proprietário da empresa Rápido São Paulo, João Carlos Kenji Chinen, foi preso preventivamente nesta terça-feira, 19 de março de 2019, por meio da Operação Passe Livre em Rio Claro, no interior de São Paulo.

O operador financeiro de Chinen, Fabio Luiz Queiroz, também teve a prisão preventiva decretada após operação deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), por meio do Ministério Público do Estado de São Paulo.

A operação teve como objetivo apurar fraudes e corrupção em contratos de transporte público firmados entre 2013 e 2016 pelo município de Rio Claro e pela empresa Rápido São Paulo Transportes e Serviços Ltda.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2019/03/19/operacao-passe-livre-em-rio-claro-resulta-em-prisao-preventiva-de-dono-da-rapido-sao-paulo/

BLOQUEIO DE BENS

Em 31 de outubro de 2018, o Tribunal de Justiça do estado determinou a indisponibilidade de bens da empresa Rápido São Paulo, de seu sócio João Carlos Kenji Chinen, do ex-prefeito de Rio Claro Palmínio Altimari Filho e do ex-secretário municipal José Maria Chiossi. O bloqueio vai até o limite de R$ 17.113.282,35.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2018/11/01/tj-decreta-bloqueio-de-bens-do-ex-prefeito-de-rio-claro-e-da-empresa-de-onibus-rapido-sao-paulo/

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

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Comentários

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  1. IVAN disse:

    Que cheirinho de Sancetur e suas famigeradas Sou XXX.

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