Com previsão de reabertura nesta segunda-feira, viaduto da Marginal Pinheiros que cedeu passa por testes

Foto: Giba Bergamin, TV Globo

Na manhã deste sábado, 16, Prefeitura usou 45 caminhões carregados com pedras, com 28 toneladas cada um, para testes estático e dinâmico

ALEXANDRE PELEGI

Na manhã deste sábado, 16 de março de 2019, a prefeitura de São Paulo realiza os últimos testes no viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros, Zona Oeste da capital.

Para testar a resistência da obra, 45 caminhões carregados com pedras, com 28 toneladas cada, foram estacionados em dois pontos distintos: a 200 metros de distância de onde o viaduto da pista central da Marginal Pinheiros cedeu, e em seguida sobre a viga que compõe o pilar de sustentação que ruiu parcialmente.

Essa primeira fase é o teste estático da obra, que mede as movimentações da estrutura – 49 sensores fazem a medição, instalados ao longo do viaduto.

À tarde, com previsão de visita do prefeito Bruno Covas, será feito o teste dinâmico, com os caminhões carregados em movimento.

Com previsão de ser reaberto na próxima segunda-feira, 18, a obra será reintegrada ao viário pouco mais de quatro meses após o acidente, ocorrido na madrugada de 15 de novembro de 2018. A Prefeitura informa, no entanto, que inicialmente apenas carros poderão circular.

O custo de restauro da obra, segundo a gestão, deve ficar em torno de R$ 30 milhões. Se fosse feito um viaduto novo, o valor seria de R$ 70 milhões, ainda segundo a prefeitura.

Após o ocorrido, a prefeitura intensificou vistorias em outras pontes e viadutos que também apresentam problemas.

Por conta da trepidação causada à estrutura, a circulação de trens da Linha 9-Esmeralda da CPTM, que passa debaixo do viaduto, teve de ser interrompida entre as estações Pinheiros e Ceasa logo após o ocorrido.

Posteriormente, os trens voltaram a circular, mas com velocidade controlada no trecho.

Nesta terça-feira, 12 de março, o Ministério Público entrou na Justiça com uma ação civil pública contra a prefeitura de São Paulo solicitando a restrição do tráfego em pontes e viadutos “em situação de grave risco“.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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