Prefeitura de São Paulo cria comitê de crise para acompanhar chuvas

Publicado em: 11 de março de 2019

Chuva teve início no fim deste domingo. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Transporte público da Região Metropolitana ainda sofre com efeitos do temporal

JESSICA MARQUES

A Prefeitura de São Paulo criou nesta segunda-feira, 11 de março de 2019, um comitê de crise para acompanhar a situação das chuvas na cidade. O temporal que teve início na noite deste domingo, 10 de março de 2019, resultou em mortos, feridos e ainda causa reflexos no transporte público da Região Metropolitana.

O comitê de crise tem como objetivo avaliar os impactos e tomar as medidas necessárias após as chuvas que atingiram a capital.

O grupo será composto por secretarias de Governo, Segurança Urbana e de Subprefeituras, o Gabinete do Prefeito e a Secretaria Especial de Comunicação, conforme determinado pelo prefeito Bruno Covas.

O prefeito em exercício nesta manhã, Eduardo Tuma, afirmou que a situação desta madrugada foi “absolutamente imprevisível”. Após o ocorrido, Bruno Covas decidiu retornar da licença não remunerada.

“O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, retorna hoje de sua licença não remunerada. Depois de determinar a criação do comitê de crise e acompanhar todas as ações dos secretários para diminuir o impacto causado pela forte tempestade durante a madrugada e a manhã de hoje, o prefeito reassume o cargo a partir desta terça-feira”, informou a Prefeitura, em nota.

BALANÇO

As chuvas na Região Metropolitana de São Paulo resultaram em 12 mortes e seis feridos, de acordo com Centro de Operações do Corpo de Bombeiros.

Até o momento, as ocorrências foram registradas em seis municípios:

– 4 mortes em Ribeirão Pires por deslizamento;
– 1 morte em Embu das artes por deslizamento;
– 1 morte São Bernardo do Campo por afogamento;
– 2 mortes Santo André por afogamento;
– 3 mortes São Caetano do Sul por afogamento;
– 1 morte em São Paulo por afogamento.

O Corpo de Bombeiros informou ainda que, da meia-noite até 10h20 desta segunda-feira foram registrados 78 acionamentos por quedas de árvores, 76 desmoronamentos e 698 por enchentes e alagamentos, conforme noticiado pela Agência Brasil.

A capital paulista chegou a registrar 56 pontos de alagamento desde 18h de domingo, sendo 30 deles intransitáveis.

Por volta de 14h30, a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães ainda apresentava interdição em ambos os sentidos, próximo ao número 1.600. O problema ocorre desde às 8h.

Os outros pontos de alagamento são na Avenida Henry Ford, na Mooca, e na Rua Guamiranga, na Vila Prudente.

Relembre: Após fim da chuva, capital paulista registra quatro pontos de alagamento

Após 17h20, o Centro de Gerenciamento de Emergências registrou apenas dois pontos intransitáveis de alagamento, sendo um na Vila Leopoldina, na Avenida Card Santiago Luiz Copello, outro na Avenida Presidente Wilson, no Brás, e um local transitável na Rua Américo Salvador Novelli, em Itaquera.

A linha 10-Turquesa da CPTM, entre Brás e Rio Grande da Serra, ainda está paralisada em toda a extensão, sem previsão de retomada da circulação dos trens.

Relembre: Linha 10-Turquesa da CPTM ainda fechada e trólebus no Corredor ABD com atrasos

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

  1. Olá senhores, continuo batendo na mesma tecla: os prefeitos, da capital e do ABC, precisam convocar a direção do DAEE, responsável pela manutenção do rio Tamanduateí, tomar ação de curto prazo para desassoreá-lo, o mais urgente possivel. Há décadas vemos nossa linha sendo inundada, prejudicando muitos trabalhadores. Fazer estudos e aplicar a solução, que não outra..Será que só eu vejo o rio raso????

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