Prefeitura do Rio de Janeiro anuncia operação de combate a calotes e comércio ilegal no BRT

A primeira fase da ação tem como objetivo combater ações irregulares nos ônibus articulados e nas estações. Foto: Divulgação.

Ação será realizada em 13 estações de incidência média e alta de ambas as práticas

JESSICA MARQUES

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019, uma operação de combate a calotes e comércio ilegal no Sistema BRT (Bus Rapid Transit) da capital.

A chamada “Operação de Ordenamento no BRT” será realizada em 13 estações do BRT Transoeste de incidência média e alta de ambas as práticas.

A primeira fase da ação tem como objetivo combater ações irregulares nos ônibus articulados e nas estações. Serão coibidos calotes e o comércio ilegal tanto dentro quanto no entorno da estação, além de ações de acolhimento de moradores de rua.

“Na intervenção do BRT chegou o momento das ações importantes. Primeiro, o recapeamento da calha. Tem vários trechos que estão diminuindo a velocidade dos ônibus e transformando a viagem numa coisa muito desconfortável. Outra coisa, nós precisamos acabar com a evasão. Ela é injusta, faz com que o sistema fique inviável economicamente, não há troca de ônibus, nem modernização. Então, precisamos que as pessoas que andam de BRT paguem como todos. Também vamos reprimir o comércio ilegal nas estações. O comércio só pode ser feito se estiver regularizado”, afirmou Crivella.

Ouça a entrevista, na íntegra:

PRIMEIRA AÇÃO

Na manhã desta segunda, equipes da Guarda Municipal e da Prefeitura se reuniram no Centro de Controle Operacional do BRT, ao lado do terminal Alvorada, na Barra da Tijuca. Do local, partiram para a estação Salvador Allende, no Recreio.

Segundo a Prefeitura, a ação de ordenamento desmontou barracas e apreendeu o material vendido irregularmente dentro e fora do terminal. Com dois ambulantes foram encontrados facas e rádios transmissores. Ambos foram levados para a delegacia para averiguação.

CALOTES

O Consórcio BRT estima que 74 mil passageiros entram nas estações todos os dias, sem pagar passagem.

“O fenômeno provoca perda de receita, depredação do patrimônio público e desconforto, uma vez que os invasores desrespeitam filas e prioridades. Muitos ambulantes, além de entrar sem pagar, também danificam as instalações e reduzem o espaço para a movimentação dos usuários”, avaliou a Prefeitura.

Ainda de acordo com a gestão Crivella, para enfrentar o problema, a primeira iniciativa do interventor no BRT, Luiz Alfredo Salomão, foi criar uma diretoria dedicada exclusivamente para tratar da questão da segurança. Para ocupá-la, foi indicado o coronel da PM Luiz Henrique Marinho Pires, a quem coube a articulação desta força-tarefa.

Além disso, o interventor também já começou a atuar na pavimentação da calha por onde circulam os ônibus articulados, segundo a Prefeitura.

“Falhas no projeto do corredor Transoeste, inaugurado em 2012, levaram à utilização de materiais e técnicas inadequados para o solo da região, o que provoca constantes depressões e elevações na pista, danificando os veículos”, informou a administração municipal, em nota.

Salomão reuniu empresas e profissionais de engenharia, no âmbito da Academia Brasileira de Engenharia, para criar termos de referência para o projeto a ser licitado para resolver o problema de forma permanente.

“A solução, a longo prazo, não dispensa a realização de obras emergenciais. A primeira intervenção, a cargo da Secretaria municipal de Conservação e Meio Ambiente, já iniciou um programa de fresagem e recapeamento de 8,5 quilômetros, divididos em nove trechos mais críticos. O primeiro tem 280 metros, na Estação Salvador Allende. O serviço tem que ser feito durante a madrugada para não causar transtornos ao trânsito”, informou a Prefeitura.

Ao determinar a intervenção, entre “medidas para reestruturar o sistema de transporte público de passageiros no município”, o prefeito Marcelo Crivella (PRB) nomeou, para assumir a administração do consórcio, Luis Alfredo Salomão, graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, professor e político brasileiro, que foi deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Relembre: Em ofícios sobre intervenção no BRT, prefeitura do Rio diz que Consórcios perderam a capacidade de operar o sistema

Jessica Marques para o Diário do Transporte

 

 

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