Metrô de São Paulo vai analisar novamente protocolos de segurança, diz presidente da companhia

Silvani Alves Pereira, presidente do Metrô-SP (Foto: Jessica Marques)

Segundo empresa, acidente com trens do monotrilho foi falha humana

JESSICA MARQUES
Colaboraram Adamo Bazani e Alexandre Pelegi

O Metrô de São Paulo vai analisar todos os protocolos e procedimentos de segurança.

A declaração é do presidente da companhia, Silvani Alves Pereira, na noite desta terça-feira, 05 de fevereiro de 2019, em encontro com portais de mobilidade, entre os quais, o Diário do Transporte.

Ao ser questionado sobre o acidente com dois trens do monotrilho da linha 15 Prata, na estação Planalto (que ainda não recebe passageiros), o executivo disse que os procedimentos de segurança serão “revisitados”:

Existem situações onde um humano interfere no processo. O acidente dos trens é um acidente. De que forma se poderia evitar? Não sei. Aquele acidente não teria como evitar. Já pedi para ser olhado cada um dos procedimentos. Monotrilho existe em outros países e o nosso é um dos grandes, estamos revisitando todos os protocolos de segurança.

Temos que pegar esses acidentes para ver como estamos qualificando e treinando nossos profissionais e verificar como fatores técnicos e humanos garantem a segurança dos passageiros que utilizam o nosso sistema.

O sistema CBTC não é de monotrilho, tem nas outras linhas. A Bombardier é fabricante de avião, é totalmente seguro.

O resultado da apuração sobre o acidente, que ocorreu no fim da noite de 22 de janeiro, aponta que a causa da colisão foi “falha humana”, sendo descartados problemas com o sistema de controle e sinalização dos trens que não têm condutor em cabine
Relembre: Laudo do Metrô aponta falha humana no acidente da Linha 15 – Prata de monotrilho

Batida de monotrilho na linha 15-Prata: Companhia do Metrô diz que abriu sindicância para apurar acidente

Jessica Marques para o Diário do Transporte
Colaboraram Adamo Bazani e Alexandre Pelegi

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Basta andar nesse Aerotrem para saber que ele não vai dar certo; bem como na demora da operação plena.

    Uma coisa me chama atenção; se não me engano, pela vez que eu andei, os controles ficam escondidos debaixo de uma tampa.

    Para acessar os controle, com certeza o operador, teve de abrir a com a chave ou algo similar e PUFT,
    não deu tempo.

    Agora uma dúvida que lanço para todos.

    Esse Aerotrem é “driver less” ou não ????

    Att,

    Paulo Gil

    1. vagligeirinho disse:

      1) Não é um sistema “driveless” pleno – assim como qualquer sistema automatizado, tanto existe a operação “monitorada” (que é a programada por sistema) quanto a operação “manual” (com controles). QUAISQUER sistema automatizado (Salvo engano) é assim, inclusive elevadores.

      2) A demora na construção e operação se deu mais por motivos políticos óbvios do que na forma do sistema.

      3) Sim, foi apurado falha humana. Provavelmente o trem parado na estação ficou “invisível” ao outro trem que estava em operação de manobra. Isso indica que tais trens não devem ter sistemas de monitoria de objetos, ou seja, não identifica se há a frente um objeto ou quaisquer outra coisa. Sistema, a propósito, usado em “sensores de ré” e sistemas de “freio automático” automotivo.

      1. Paulo Gil disse:

        Vagligeirinho, boa noite.

        Muito obrigado pelos seus esclarecimentos, valeu !

        Conforme item 3, entendo que o metro tem de qualificar o problema como “FALHA DA EQUIPE HUMANA” e não falha humana, pois dá uma conotação pessoal a quem estava em serviço no dia do acidente.

        Abçs,

        Paulo Gil

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