Rodoviários da Auto Viação Veleiros protestam em Maceió contra atraso de salários

Foto: Marcos Lisboa (Clique para ampliar)

Empregados paralisam atividades por tempo indeterminado

ALEXANDRE PELEGI

Em protesto contra salários atrasados, rodoviários da Auto Viação Veleiro paralisaram os ônibus da empresa na manhã deste sábado, 26 de janeiro de 2019. A empresa atende as linhas de Maceió e Rio Largo, estado da Alagoas.

A paralisação é por tempo indeterminado.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro-AL), Sandro Regis Oliveira, afirmou à imprensa regional que cerca de 125 ônibus que fazem as linhas da capital Maceió e do município de Rio Largo não deixaram a garagem.

O líder sindical  afirma que o pagamento dos salários deveria ter sigo realizado no dia 20 de janeiro, e que só retornarão ao trabalho quando receberem. Os trabalhadores não aceitaram proposta da empresa, que prometeu quitar a dívida no próximo dia 28.

O protesto envolve 650 funcionários da Veleiro que trabalham em Maceió e em Rio Largo.

OUTRO LADO

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió (Sinturb) divulgou nota em que atribui a falta de pagamento à crise causada por prejuízos vindos do transporte clandestino em toda capital.

A nota afirma que “o caso da empresa Veleiro, é um reflexo do que acontece com as empresas que prestam o serviço para toda cidade de Maceió (Cidade de Maceió, Real Alagoas e São Francisco), que nos últimos dois anos registram mês a mês a queda de passageiros para o transporte clandestino, atividade ilegal que segue crescendo em todos os bairros de Maceió e sem fiscalização devida.

Por esses prejuízos acusados a todas as empresas, o Sindicato reforça a importância do cumprimento do contrato quanto o reajuste tarifário anual previsto para todo início de ano.

O reajuste é essencial para ajudar no equilíbrio econômico-financeiro das empresas, arcar com prejuízos provenientes do transporte clandestino, trazer melhorias para o sistema de transporte e também cumprir com as obrigações, como pagamento de salário dos mais de 4 mil rodoviários”.

REAJUSTE DA TARIFA SEGUE SEM SOLUÇÃO EM MACEIÓ

Após o Sinturb (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió) protocolar o pedido de reajuste da tarifa de ônibus em Maceió, capital de Alagoas, em dezembro de 2018, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) ainda não definiu data para a reunião com o Conselho Municipal de Transportes Coletivos, que analisará a questão. Relembre: Empresários protocolam pedido de aumento de tarifa de ônibus em Maceió

O reajuste solicitado pelas empresas elevaria o valor da passagem de ônibus na capital dos atuais R$ 3,65 para R$ 4,15, aumento de 13,7%. Esse seria o índice que proporcionaria recuperar os prejuízos do último ano de contrato.

As empresas alegam que somente em 2017, 630 mil passageiros deixaram o transporte. Nos últimos quatro anos houve uma perda de receita estimada em mais de R$ 4 milhões mensais devido à evasão. O Sinturb destacou ainda como motivo para o aumento de custos, os reajustes dos insumos ligados ao transporte público, como o preço do óleo diesel.

Mas a oposição ao reajuste tarifário já se manifestou na capital alagoana.

O movimento contra o aumento da tarifa está realizando diversas ações para reivindicar redução no valor da passagem ou ao menos que não haja reajuste. Entre os atos estão panfletagens em pontos de ônibus e bairros de Maceió.

INTERVENÇÃO

O contrato de concessão do transporte coletivo de Maceió está sob intervenção municipal “por inadequação na prestação de serviços de operação e manutenção” desde o dia 11 de julho de 2018. Relembre:

Relembre: Prefeitura de Maceió decreta intervenção no contrato de concessão do transporte coletivo

A medida foi tomada após recomendação conjunta expedida pelo Ministério Público de Alagoas (MPE) e pelo Ministério Público de Contas (MPC). O decreto, que foi publicado no Diário Oficial, determinou intervenção no contrato de concessão das quatro empresas que operam o sistema na capital.

Em nota, a Prefeitura informou que, além de considerar as inconformidades na prestação dos serviços firmados em contrato, a medida aponta a “incapacidade dos concessionários em atender as disposições dos contratos de concessão com relação à constituição do Consórcio Operacional e consequente gestão do Sistema de Bilhetagem Eletrônica (SBE)”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Alinne disse:

    Nao entendo o porque q donos empresas de onibus dizem que prejuizo e devido ao transporte alternativo. Eu mesmo nunca pegaria van. Mas se vc passa um tempao ponto onibus e qd pega onibus passa 2 horas em pe e rodando toda maceio! A van por exemplo nao entra na ufal muitas vezes opto por ela por isso. Se transporte coletivo funcionasse de verdade nao sofreria com a concorrencia das vans.

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