Gestão Doria volta a falar em privatizar a CPTM

Trens da CPTM: déficit ou empresa não recebe os repasses devidos. Foto: Adamo Bazani (Diário do Transporte) / Clique para ampliar

Segundo vice-governador, ideia é que o modelo seja uma PPP – Parceria Público Privada

ADAMO BAZANI/ALEXANDRE PELEGI

O governador de São Paulo, João Doria, e o vice-governador Rodrigo Garcia, disseram no início da tarde desta sexta-feira, 18 de janeiro de 2019, que a gestão vai iniciar estudos para conceder à iniciativa privada a operação das linhas da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Doria já havia, em ocasiões anteriores, cogitado o repasse das linhas e estações dos trens para empresas ou consórcios, como noticiou o Diário do Transporte. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2019/01/04/ouca-doria-confirma-que-vai-privatizar-cptm-e-promete-portas-de-plataforma-nas-estacoes-da-companhia-de-trens/

Ao final da reunião, que ocorre com todos os secretários sempre às sextas-feiras, Doria e Garcia também revelaram que existem estudos para levar o Expresso Leste da CPTM até Mogi das Cruzes.

Garcia informou que a administração já avalia a rede elétrica da zona leste, especificamente das Linhas 11-Coral e 12-Safira.

Segundo ele, o governo pretende extinguir a necessidade de baldeação na Estação Guaianases.

A informação sobre o fim da baldeação na Estação Guaianases, com a consequente extensão do Expresso Leste até Mogi das Cruzes, antiga reivindicação da cidade, foi dada nesta quinta-feira, 17, pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy.

Em reunião realizada em Mogi das Cruzes com o prefeito Marcus Melo, Baldy já acenou com a possibilidade de extensão do Expresso Leste.

De acordo com o Governo do Estado de São Paulo, diferentemente do Metrô e do sistema de ônibus metropolitanos gerenciados pela EMTU, a CPTM necessita de aportes para cobrir déficits, que são de cerca de R$ 1 bilhão por ano.

Entretanto, um estudo interno da CPTM mostra que, na verdade, não são feitos os repasses devidos à companhia pelos serviços, integrações e gratuidades, por exemplo, o que faz com que os resultados financeiros sejam negativos.

Adamo Bazani e Alexandre Pelegi,  jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Eduardo disse:

    Vai virar uma Supervia Carioca… Coitado de nós!

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