Reajuste da tarifa em Maceió divide opiniões: empresas querem aumento, entidades sociais pedem redução

Foto: Jefferson Carlos

Ainda não há data para a reunião do Conselho Municipal de Transportes Coletivos, que analisará a questão

ALEXANDRE PELEGI

Após o Sinturb (Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros de Maceió) protocolar o pedido de reajuste da tarifa de ônibus em Maceió, capital de Alagoas, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) ainda não definiu data para a reunião com Conselho Municipal de Transportes Coletivos, que analisará a questão. Relembre: Empresários protocolam pedido de aumento de tarifa de ônibus em Maceió

O reajuste solicitado pelas empresas elevaria o valor da passagem de ônibus na capital dos atuais R$ 3,65 para R$ 4,15, aumento de 13,7%. Esse seria o índice que proporcionaria recuperar os prejuízos do último ano de contrato.

As empresas alegam que somente em 2017, 630 mil passageiros deixaram o transporte. Nos últimos quatro anos houve uma perda de receita estimada em mais de R$ 4 milhões mensais devido à evasão. O Sinturb destacou ainda como motivo para o aumento de custos, os reajustes dos insumos ligados ao transporte público, como o preço do óleo diesel.

Mas a oposição ao reajuste tarifário já se manifestou na capital alagoana.

Na manhã desta quinta-feira, dia 10 de janeiro de 2019, representantes de uma associação denominada Comitê contra o Aumento da Passagem protocolaram, no Ministério Público Estadual, um pedido de redução da tarifa de ônibus. Em contraposição às empresas, pedem que a redução do valor seja baseada na mesma porcentagem de aumento solicitada pelo Sinturb, 13,7%.

Com isso, a tarifa, ao invés de subir para R$ 4,15 como querem as empresas, cairia para R$ 3,15.

O Comitê pede ainda acesso público à planilha de custos e faturamento, além da renovação da frota.

O Promotor Max Martins, que recebeu o comitê, afirmou que haverá aumento da passagem, “porque existe contrato e isso daí tem que ser respeitado. Mas, vamos lutar para que o aumento seja o mínimo possível“, comentou segundo o Portal Gazeta de Alagoas.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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