EMTU adia novamente licitação do segundo trecho do VLT da Baixada
Publicado em: 13 de dezembro de 2018
Empresa alegou “questionamentos recebidos das empresas interessadas no certame” para adiar edital pela quarta vez
ALEXANDRE PELEGI
Após reabrir a licitação para o segundo trecho do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos) da Baixada Santista, denominado Conselheiro Nébias-Valongo, em novembro deste ano, a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) voltou a suspender o edital de concorrência.
A reabertura da licitação ocorreu após a EMTU apresentar os esclarecimentos solicitados pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado), que suspendera o edital em agosto deste ano. O Diário do Transporte noticiou o fato no dia 12 de novembro de 2018, relembre: Após suspensão pelo TCE, EMTU reabre licitação para segundo trecho do VLT da Baixada Santista
O edital completo ficou disponível para download dos interessados desde 13 de novembro até ontem, dia 12, data para recebimento de propostas das empresas interessadas na construção do trecho 2, ligando as estações Conselheiro Nébias, já existente, e Valongo – a ser construída.
A nova data para o certame, a quinta após quatro adiamentos, ficou marcada agora para 5 de fevereiro de 2019.
A EMTU alegou “questionamentos recebidos das empresas interessadas no certame” para o novo adiamento.
HISTÓRICO
Ao todo, são oito quilômetros e 14 estações no trecho. São elas Xavier Pinheiro, Universidades I, Mercado, Paquetá, Poupatempo, Mauá, São Bento, Valongo, José Bonifácio, Bittencourt, Campos Sales, Universidades II, Carvalho de Mendonça e Tamandaré.
O sistema transporta atualmente 23 mil passageiros por dia. Com os dois trechos São Vicente (Terminal Barreiros) – Porto e Conselheiro Nébias – Valongo, em Santos, serão transportados em média 70 mil passageiros por dia, segundo a EMTU.
A licitação do segundo trecho do VLT também sofreu atraso de um mês e meio em abril deste ano. Na ocasião, a EMTU adiou a entrega das propostas, que estava prevista para 3 de maio, para o dia 19 de junho.
Em seguida, a entrega ficou para agosto e, em novembro, foi publicado o edital de licitação, com prazo para entrega para dezembro.
Relembre: Adiada entrega de propostas para a segunda fase do VLT da Baixada Santista
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



Desnecessária essa linha passando pelo centro de Santos, já tem ônibus o suficiente para interligação com o VLT.
Vai atrapalhar mais o transito que já é caótico, a Rua João Pessoa perderá uma faixa a toa!
Mais fácil criar linhas de microonibus a cada 5 minutos saindo do Terminal Valongo e deixando passageiros nas estações VLT do canal 1 e do Porto.
Olá, prezado. Acredito que a implantação é boa ao substituir os coletivos, a tendência é, além de diminuir um pouco dos carros e disciplinar os semáforos ali, eles ocuparão 1 e não 2 faixas atuais. O modal permite um embarque e desembarque mais rápidos, visto que os atuais são um parto de veículos que param na exclusiva para embarcar e trocar dinheiro em fila de passageiros pois acabam por usar duas faixas, concorrendo a outra com os carros. O resultado do atual balaio é uma demora excessiva no tráfego ali. Além disso, há uma confusão de entroncamentos entre ela e a General Câmara, outra na saída de coletivos municipais com um ponto metropolitano complicado ali e, ainda, outra confusão de quem usa a ponte do Centro em direção ao Valongo e encontra com a Getúlio Dorneles Vargas, num semáforo de pedintes, malabaristas, vendedores de água ou assalto, já que o outro da Martins Fontes com a Nossa Senhora de Fátima vai acabar. A cidade deve buscar menos paradas semafóricas, transporte mais ágil e coletivo melhor, assim também ganharão os carros que nos horários de pico percorrem hoje distâncias pequenas nos horários de pico, manter como está é a cara do atraso e quem perde é a cidade. Quantas vezes não já deixei de ir ao Centro no horário de pico só de imaginar o tempo que perderia? Mais fluxo de pessoas significará mais dinheiro para a roda da economia, seja local, coletiva ou de transporte individual.