Concessionários do transporte público de Uberaba querem reajustar tarifa para R$ 4,73

Transube diz que concessionárias tentaram suportar ao máximo os custos de manutenção e operação dos terminais

Presidente da Associação das Empresas diz que custos de manutenção e operação dos terminais e estações do sistema BRT/Vetor precisa ser cobertos pela tarifa

ALEXANDRE PELEGI

As concessionárias do transporte coletivo urbano e rural de Uberaba querem reajustar o valor da passagem.

Nesta segunda-feira, dia 10 de dezembro de 2018, elas protocolaram junto à prefeitura da cidade mineira um pedido de reajuste que, segundo palavras do presidente da Associação das Empresas de Transporte Coletivo de Uberaba (Transube), foi feito após minucioso estudo dos custos dos insumos do setor.

O custo à que se refere a Transube implica numa tarifa de R$ 4,73, diante do atual valor de R$ 4.

Em nota enviada à imprensa, a Associação das empresas afirma: “o setor de transporte coletivo vem enfrentando problemas da ordem financeira em todo país semelhante a outros setores da economia. Especificamente o transporte coletivo de Uberaba, este, vem sofrendo muito com a perda de passageiros pagantes que sustentam economicamente o sistema e este fato dá-se principalmente pelas gratuidades, em específica, a concedida para os idosos de 60 a 64 anos (média de 186.000 utilizações/mês x os R$ 4,00, preço atual da tarifa, gera um desequilíbrio só nesta modalidade da ordem de R$ 744.000,00/mês ao sistema), pelo transporte ilegal, pelo transporte por aplicativos e também pela crise econômica do país”.

Outro ponto indicado como agravante nos custos dos operadores do transporte coletivo é a gratuidade, prevista em lei, estendida a passageiros idosos a partir de 60 anos desde julho de 2015. Isso além do desconto para estudantes, e a gratuidade integral para as pessoas com necessidades especiais, que têm incapacidade ou dificuldade de locomoção.

Apesar de não questionar os benefícios, as empresas alegam que o aumento da tarifa decorre principalmente dos insumos que compõem a planilha tarifária, pela majoração nos preços nos últimos meses. Trata-se de combustível, pneus, lubrificantes, peças, salários, benefícios e outros, com impacto direto no preço da tarifa.

A Transube cita um novo elemento este ano: o custo mensal de manutenção dos quatro terminais e das 32 estações do sistema VETOR/BRT, o que implica em arcar com folha de pagamento de pessoal, materiais e peças para manutenção, limpeza e operação. Desde o início da operação do primeiro trecho do BRT, em janeiro do ano de 2015, as concessionárias mantêm os serviços e absorvem os custos, sem receber remuneração pelos serviços.

A nota da Transube informa que as concessionárias tentaram suportar ao máximo os custos de manutenção e operação dos terminais e estações do sistema BRT/Vetor, “pela parceria que sempre tiveram com a Prefeitura e com os nossos Clientes (usuários)”. Mas completam: “pela atual conjuntura financeira do sistema e das Empresas, não temos outro mecanismo no momento, a não ser, pela inclusão na planilha tarifária”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Julio disse:

    Um Absurdo, não tem ar condicionado, os ônibus são, em sua grande maioria, pequeno, muitos deles estão velho, hiper-lotados principalmente o vetor Leste e Sudoeste. Nem deveria ter aumento, Lider e Piracicabana são péssimas empresas para os usuários.

  2. Fábio Ramalho disse:

    Fiquei emocionado com a nota.
    Vou ver como faz doaçao para essas empresas.
    Um outro ponto é que toda empresa merece sua taxa de retorno normalmente garantida em contrato.
    Que se cumpra o contrato.

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