Governador do Rio é preso pela PF
Publicado em: 29 de novembro de 2018
Pezão é acusado de receber mesada e bônus de esquema criminoso, além de envolvimento na operação “Furna da Onça”
ALEXANDRE PELEGI
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso na manhã desta quinta-feira, dia 29 de novembro de 2018, pela Polícia Federal (PF). A ordem judicial foi expedida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Pezão foi citado em depoimento do deputado estadual Paulo Mello à PF e ao Ministério Público Federal (MPF) na última terça-feira, 27.
O parlamentar foi preso durante as investigações da Operação Furna da Onça, deflagrada no último dia 8 de novembro, que apura um esquema de compra de votos com dinheiro de propina e distribuição de cargos iniciada no primeiro governo de Sérgio Cabral, em 2007. O esquema estaria em funcionamento ainda hoje, segundo indicam as apurações.
Relembre: Polícia Federal cumpre mandados de prisão contra dez deputados estaduais do Rio
No depoimento, obtido pelo jornal O Globo, o parlamentar afirma que Pezão procurou os deputados para que estes indicassem cargos no governo, em especial no Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran).
Dez deputados estaduais do Rio foram alvo da operação Furna da Onça deflagrada no dia 8, dos quais três já tinham sido presos em 2017 na Operação Cadeia Velha – o próprio Paulo Mello, Jorge Picciani e Edson Albertassi, todos do MDB. Dentre os “negócios” fechados pelo esquema estão o boicote à CPI dos Ônibus, a revogação das prisões decretadas pela Operação “Cadeia Velha” e a aprovação das contas do governo. Relembre: TRF decide pela prisão imediata de deputados envolvidos na operação Cadeia Velha
Os três deputados depuseram na última terça-feira por cerca de nove horas na sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
Além do esquema envolvendo indicações de nomes para o Detran do Rio, Pezão foi acusado por Carlos Miranda de receber mesada de R$ 150 mil. Apontado como operador do esquema de propinas do ex-governador Sérgio Cabral, Miranda sustentou que o atual governador recebeu de 2007 a 2014, além da mesada, décimo terceiro salário e dois bônus, cada qual no valor de R$ 1 milhão. Nesse período Pezão era vice de Cabral.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte


