Assembleia de recuperação da Transbrasiliana recomenda venda de imóveis e a antecipação do pagamento de 10% dos créditos trabalhistas

Publicado em: 19 de novembro de 2018

Transbrasiliana e Rápido Marajó pertencem ao mesmo grupo. Foto: Thiago Moreira dos Santos/Clique para ampliar

Objetivo é promover a capitalização do grupo de empresas. Dívidas somam mais de R$ 200 milhões. Decisão vai ser analisada pela justiça

ADAMO BAZANI

Os credores do Grupo TTT – Transbrasiliana Transportes e Turismo recomendaram em assembleia que analisou o plano de recuperação judicial das empresas que imóveis pertencentes aos empreendimentos sejam vendidos para capitalizar o grupo, cujas dívidas somam mais de R$ 200 milhões.

Além de pagar parte dos débitos, o dinheiro obtido pela venda de imóveis pode contribuir para a criação de investimentos nas empresas afim de que possam arrecadar mais.

A proposta foi aprovada por 86% dos credores que participaram nesta segunda-feira, 19 de novembro de 2018, em Goiânia, da assembleia de recuperação judicial.

Além disso, foi aprovado o adiantamento de 10% dos créditos trabalhistas.

Os credores foram agrupados por  quatro classes na assembleia: trabalhistas, garantias reais, quirografarios (sem garantias) e pequenas e micro empresas.

Os demais pagamentos e assuntos relacionados ao Grupo TTT devem ser discutidos na continuação da assembleia, prevista para 29 de janeiro de 2019.

As decisões da assembleia devem agora ser analisadas pela Justiça que pode homologar ou não a recuperação judicial.

Após a aprovação, o prazo contratual da recuperação é de dois anos.

O grupo contempla as empresas Transbrasiliana Transportes e Turismo, Rápido Marajó Ltda., Transbrasiliana Especiais e Fretamento Ltda.,Transbrasiliana Hotéis Ltda., Transportes Coletivos de Anápolis, Nasson Tur-Turismo Ltda.,Transbrasiliana Encomendas e Cargas Ltda.

Segundo o Grupo Capital, que conduz a administração judicial, foi necessária a apresentação de um novo plano de recuperação em setembro de 2018, após as readequações na gestão do grupo de empresas de transportes e turismo.

Isso porque, ainda segundo o Grupo Capital, a venda das empresas do grupo Transbrasiliana para os atuais sócios da Viação Itapemirim e a posterior descoberta de indícios de fraudes pelos compradores mudaram a trajetória de todo o plano inicial.

Em dezembro de 2017, o juiz Aureliano Albuquerque Amorim, da 4ª Vara Cível de Goiânia, afastou do controle do Grupo TTT os atuais donos da Viação Itapemirim, Camila de Souza Valdívia e Sidnei Piva de Jesus e o empresário do setor de cargas, Milton Rodrigues Júnior, que atua com ambos.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/11/08/credores-do-grupo-transbrasiliana-votam-plano-de-recuperacao-judicial/

OUTRO LADO:

Em nota, a Itapemirim diz que não comprou a Transbrasiliana ou teve sociedade com a empresa. A companhia ainda nega que tenha havido irregularidades na recuperação da Transbrasiliana por alegar que não fez parte da administração da empresa.

“Primeiramente, a informação de que a empresa Transbrasiliana foi adquirida pela Itapemirim está totalmente equivocada.

A empresa Itapemirim jamais foi sócia ou acionista da empresa Transbrasiliana – de nenhuma forma.

São empresas diversas que apenas atuam no mesmo segmento (transporte).

Assim, a ITAPEMIRIM não reconhece qualquer irregularidade, já que jamais fez parte da gestão da empresa Transbrasiliana, não sendo possível apresentar informações sobre aquele processo (Recuperação Judicial da Transbrasiliana).”

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Rodrigo disse:

    Tem que decretado logo a falência vender e com o dinheiro arrecado pagar os creditos trabalhistas e fiscais no que der para pagar. A empresa mesmo que venda tudo ainda não dar para pagar todas as suas dividas essa empresa é inviável está falida de fato.

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