CPTM instala lombofaixa em frente à estação Mogi das Cruzes

Foto meramente ilustrativa (o local é Fortaleza)

Essa é a terceira estação da Companhia a receber o dispositivo de segurança viária

ALEXANDRE PELEGI

Por iniciativa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos a cidade de Mogi das Cruzes já recebeu três lombofaixas instaladas em ruas onde se localizam estações de trem.

Após implantar o dispositivo nos terminais de Braz Cubas e Estudantes, a CPTM está concluindo esta semana uma lombofaixa na rua Doutor Ricardo Vilela, em frente à estação Mogi das Cruzes.

A implantação dos dispositivos que aumentam a segurança dos pedestres que circulam nas proximidades das estações foi realizada pela CPTM, mas as obras receberam a autorização e orientação da Secretaria de Transportes da prefeitura.

Segundo o site Portal News, de Mogi, o secretário dos transportes, José Luiz Freire de Almeida, esteve no local nesta quarta-feira, dia 31 de outubro de 2018, para uma vistoria. Segundo informa o Portal, foram solicitados alguns ajustes ao engenheiro responsável da companhia. “Estamos nos últimos detalhes e acredito que hoje (31) já será feita a pintura e a partir de amanhã (dia 1º) já esteja liberada”, detalhou.

Além da lombofaixa, o secretário afirmou que o trecho receberá um semáforo de botoeira para melhorar a segurança e o acesso dos pedestres. “Semana que vem já começamos a implantar o equipamento. Acredito que isso vai melhorar pelo menos o fluxo de pessoas. Um agente de trânsito tem ficado no local para orientar as pessoas até o término desse serviço. A lombofaixa é uma segurança, principalmente para os cadeirantes, idosos e pessoas com mobilidade reduzida“, ressaltou.

LOMBOFAIXA, OU “GUARDA DEITADO”

Em artigo publicado no Diário do Transporte, Meli Malatesta explica que a Lombofaixa surgiu “como um dos dispositivos utilizados no desenho urbano voltado para o acalmamento do tráfego, ou traffic calming”.  Segundo Meli, isso se deu juntamente com outros dispositivos, como avanço de calçada (o alargamento da calçada na travessia para reduzir a extensão de via a ser atravessada pelo pedestre); o refúgio (uma ilha situada no eixo da via e que permite ao pedestre administrar melhor a brecha veicular para realizar a travessia em casos de vias de mão duplas ou muito largas); as chicanas (o redesenho da pista criando traçado sinuoso que obriga a redução da velocidade veicular).

A faixa elevada é, como o próprio nome indica, a elevação da pista veicular nos locais de travessia dos pedestres, na mesma altura da calçada.  Com este formato ela consolida o conceito de total prioridade do pedestre na travessia, ao proporcionar a continuidade do plano da calçada.  Ao mesmo tempo obriga o condutor a reduzir a velocidade de seu veículo por partir do mesmo princípio do redutor de velocidade conhecido como lombada, ou mais popularmente conhecido como ‘o guarda deitado’”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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