CPTM suspende de novo licitação para manutenção dos trilhos das linhas 7 e 10

Manutenção é feita por equipes próprias – Foto: Adamo Bazani/Diário do Transporte/Clique para ampliar

Desde o ano passado, funcionários dizem que número de trabalhadores caiu. Empresa informou que não há comprometimento para operações e segurança

ADAMO BAZANI

Mais uma vez a licitação que vai escolher a empresa que será responsável pela manutenção dos trilhos das linhas 7 – Rubi (Luz – Francisco Morato – Jundiaí) e 10 Turquesa (Brás – Santo André – Rio Grande da Serra) da CPTM foi suspensa.

A concorrência está na quarta republicação e, segundo funcionários da companhia, a indefinição faz com que as atuais equipes da estatal se desdobrem, atuando em serviços que antes eram feitos por empresas terceirizadas.

A licitação foi suspensa, segundo publicação oficial desta terça-feira, 11 de setembro de 2018, por causa de recursos administrativos movidos por concorrentes já na fase de apresentação da documentação para habilitação, uma das últimas etapas da disputa pública.

Os demais concorrentes poderão contestar as alegações do recurso a partir de cinco dias contando de hoje, como diz o art. 109, § 3º da Lei Federal n° 8.666/93

Art. 109.  Dos atos da Administração decorrentes da aplicação desta Lei cabem:

  • 3o Interposto, o recurso será comunicado aos demais licitantes, que poderão impugná-lo no prazo de 5 (cinco) dias úteis.

HISTÓRICO:

A licitação para a manutenção dos trilhos da CPTM, especificamente das linhas 7 e 10, se arrasta desde o ano passado, quando o edital foi lançado.

O contrato de manutenção com uma terceirizada se encerrou em 31 de agosto de 2017 e, desde então, os funcionários da estatal dizem que precisam se desdobrar fazendo os trabalhos da empresa que deixou de prestar serviços, sendo realizados apenas atendimentos básicos e emergenciais. Os funcionários ainda disseram no início do ano à reportagem do Diário do Transporte que não há à disposição todos os equipamentos que antes eram usados pela terceirizada e reclamam de sobrecarga de trabalho.

De acordo com a denúncia recebida pelo Diário do Transporte, as linhas 7 e 10, antes do fim do contrato tinham juntas 300 funcionários na manutenção, agora, são em torno de 30.

A denúncia também ligou casos de descarrilamentos e problemas operacionais à suposta falta de manutenção suficiente.

Na ocasião, a CPTM negou relação destes casos com o fim do contrato e disse que as linhas são seguras e que o número atual de trabalhadores é suficiente para manter as operações sem riscos.

“A CPTM garante que a ferrovia é totalmente segura. Por dia útil, são realizadas cerca de 2.700 viagens, transportando, em média, 2,8 milhões de passageiros. A Companhia possui 2000 empregados na área de manutenção, sendo 800 deles atuando nas instalações fixas, entre elas as vias.” – disse a empresa na época.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/02/26/apos-fim-de-contrato-com-terceirizada-linhas-da-cptm-sofrem-problemas-de-manutencao-empresa-nega/

Em relação às linhas 11 – Coral (Luz/Guaianazes) e 12 – Safira (Brás/Calmon Viana), está prevista para hoje a abertura dos envelopes na fase da documentação para a habilitação.

A licitação estava suspensa por causa de um recurso de uma das concorrentes, que foi desclassificada, ainda na fase da apresentação das propostas.

Pode haver outros recursos para a etapa de hoje também.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/09/07/licitacao-para-manutencao-dos-trilhos-das-linhas-11-e-12-deve-ter-ultima-etapa-na-terca-11/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Piada esse governo do estado, só mudou o partido, de resto continua -.

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