Licitação para manutenção dos trilhos das linhas 11 e 12 deve ter última etapa na terça (11)

Serão abertos os envelopes com os documentos para habilitação

Uma das concorrentes entrou com recurso. Funcionários da estatal reclamam de sobrecarga de trabalho sem terceirizada

ADAMO BAZANI

A CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos deve realizar nesta terça-feira, 11 de setembro de 2018, a última etapa formal da licitação para manutenção da via permanente (trilhos, dormentes e outros equipamentos) das linhas 11 – Coral (Luz/Guaianazes) e 12 – Safira (Brás/Calmon Viana).

Na ocasião, devem ser abertos os envelopes das concorrentes com os documentos para habilitação.

O procedimento não tinha sido realizado ainda porque um dos consórcios, BTEC-LCM, composto pelas empresas BTEC Construções Ltda. e LCM Construção e Comércio S.A., entrou com recurso administrativo contra o resultado da primeira fase que classificou as propostas de sete concorrentes.  O Consórcio BTEC-LCM havia sido desclassificado.

No dia 10 de agosto, a CPTM classificou as propostas das seguintes concorrentes:

1º LUGAR: CONSÓRCIO TGS – MANUTENÇÃO LINHAS 11 E 12, composto pelas empresas TRAIL INFRAESTRUTURA LTDA., GROS ENGENHARIA – EIRELI e SPAVIAS ENGENHARIA LTDA.;

2º LUGAR: CONSÓRCIO VIA FÉRREA PAULISTA, composto pelas empresas PRUMO ENGENHARIA LTDA. e NEOPUL – SOCIEDADE DE ESTUDOS E CONSTRUÇÕES S.A. DO BRASIL;

3º LUGAR: CONSÓRCIO TRILHOS METROPOLITANOS, composto pelas empresas SERVENG CIVILSAN S.A. EMPRESAS ASSOCIADAS DE ENGENHARIA e STEL ENGENHARIA E COMÉRCIO  LTDA.;

4º LUGAR: ENGIBRAS ENGENHARIA S.A.;

5º LUGAR: CONSÓRCIO VIAS SP L11 E 12, composto pelas empresas MPE ENGENHARIA E SERVIÇOS S/A e ALBERONI E ARRUDA SERVIÇOS DE ENGENHARIA LTDA.;

6º LUGAR: CONSÓRCIO TELAR/COPASA L 11/12, composto pelas empresas TELAR ENGENHARIA E COMÉRCIO S.A. e SOCIEDAD ANÓNIMA DE OBRAS Y SERVICIOS, COPASA DO BRASIL; e

7º LUGAR: PELICANO CONSTRUÇÕES S/A.

Após a análise dos documentos destes sete concorrentes, a CPTM vai finalmente contratar uma empresa ou consórcio.

A licitação está na quarta republicação e se arrasta desde o ano passado.

Também foram licitados, em outras concorrências realizadas quase que concomitantemente, os serviços de manutenção das linhas 7-Rubi (Jundiaí – Franco da Rocha – Luz) e 10 Turquesa (Brás – Rio Grande da Serra) e 8 Diamante (Júlio Prestes – Amador Bueno) e 9 Esmeralda (Osasco – Grajaú).

Conforme mostrou em primeira mão o Diário do Transporte no início do ano, funcionários da CPTM denunciaram que as indefinições quanto às licitações e o rompimento de contrato com empresas terceirizadas que atuavam na manutenção dos trilhos resultaram em sobrecarga de trabalho das equipes da estatal e em perda de qualidade dos serviços, com reparos apenas emergenciais nas vias. Segundo estes funcionários, depois do fim da atuação das terceirizadas, a mão de obra para a manutenção dos trilhos caiu de 300 pessoas para 30 somente da estatal, o que, ainda de acordo com as denúncias, comprometeria as operações e a segurança.

Na ocasião, a CPTM negou que problemas como descarrilamentos registrados meses antes tivessem relação com o fato de as licitações não terem sido concluídas e que, entre todas as linhas, de 2 mil funcionários da área de manutenção, 800 trabalham nas instalações fixas, como as vias.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/02/26/apos-fim-de-contrato-com-terceirizada-linhas-da-cptm-sofrem-problemas-de-manutencao-empresa-nega/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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