TRANSPÚBLICO 2018: BYD apresenta ônibus elétrico de piso alto. Espaço interno é um dos destaques do veículo

Ônibus elétrico de piso alto da BYD. Foto: Adamo Bazani

Empresa tem 60 unidades de diferentes modelos já encomendadas

(Veja abaixo vídeo da entrevista na íntegra com o vice-presidente sênior de vendas de ônibus da BYD, Wilson Pereira)

ADAMO BAZANI

O D9-A, ônibus 100% elétrico com piso alto, é um dos destaques da fabricante chinesa BYD na Lat.Bus – Transpúblico 2018, que ocorre na zona Sul de São Paulo.

Um dos principais diferenciais do modelo em relação ao similar de piso baixo é que, além de pode fazer linhas em vias comuns que exigem mais robustez do veículo, é indicado para sistemas de BRT – Bus Rapid Transit com embarque e desembarque por meio de plataformas na mesma altura do assoalho do veículo.

O conjunto de baterias fica abaixo do assoalho na versão de piso alto, isso permite com que haja maior espaço interno em relação ao modelo com piso baixo que tem parte das baterias na área traseira e no teto.

Os motores acoplados às rodas têm uma potência de 150 kW, que nos dois eixos somam 300 kW.

De acordo com o vice-presidente sênior de vendas de ônibus da BYD, Wilson Pereira, esta potência é bem significativa para um veículo urbano, mas o custo operacional é baixo.

“Para se ter uma ideia, se formos fazer uma comparação, esta potência equivale a 420 cavalos de um ônibus a combustão, o que garante elevado desempenho operacional. Em rampas, por exemplo, os resultados são muito bons”. – garante.

O tempo de recarga completa na garagem é de aproximadamente quatro horas e, em média, dependendo das condições operacionais, a autonomia das baterias é de em torno de 300 quilômetros.

O executivo ainda falou que a marca hoje tem oferecido o que chamou de “solução completa” na mobilidade elétrica por ônibus.

A BYD também disponibiliza o ponto de recarga para cada ônibus e um pacote de aquisição de energia com custo prefixado que, diz Wilson Pereira, tem o kWh mais barato que para consumidores residenciais e até industriais.

Banco de baterias fica sob assoalho, o que, segundo a BYD, permite maior espaço interno

NÚMEROS

Wilson Pereira também disse que gradativamente o ônibus elétrico começa a ser visto como uma solução com maior viabilidade pelo poder público e frotistas.

Exemplo disso são, segundo ele, os números crescentes de vendas da marca.

Já há em torno de 38 veículos para operação e mais 60 unidades projetadas.

Já devem ser entregues nas próximas semanas, por exemplo, mais unidades em Bauru, Volta Redonda e em Brasília, onde já há um veículo em operação pela Viação Piracicabana.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rodrigo Zika! disse:

    Se em SP não tivesse lobby de montadoras e empresas, e a prefeitura obrigasse um percentual de ônibus menos poluente, poderíamos ter algo já rodando por aqui, vergonha, e o povo que sofre mais com a poluição.

  2. Pedro disse:

    Não rodão na cidade de SP porque as empresas não tem qualidade para manutenção so sabem colocar oleo diesel e varrer os ônibus, são na sua maioria velhos e sujos.

    1. BiBus disse:

      Você não tem ideia do que está falando. Você pode ter essa impressão como usuário de algumas linhas… Mas discordo de você. Pesquise e conheça melhor as empresas e garagens de ônibus.

      1. Raphael disse:

        Use os ônibus da Mobibrasil e diga depois o que achou da higiene e manutenção.

  3. O.Juliano disse:

    Mais ônibus de piso alto NÃO!

    Já chega os ônibus novos que as empresas colocaram se esquivando do jeito que sabem, trocando ônibus de piso baixo em várias linhas por novos de piso alto.

    Vale lembrar que nos ônibus de piso baixo a acessibilidade é muito mais plural que nos de piso alto (deficientes – sejam em cadeiras de roda ou não – e idosos)

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