França diz que pretende fazer CPTM pagar táxi aos passageiros quando houver falhas

Márcio França na cabine de operador. Foto meramente ilustrativa. Governo do Estado de São Paulo. Clique para ampliar

Proposta, entretanto, teria de passar pela Assembleia

ADAMO BAZANI

O Governador de São Paulo, Marcio França, disse que pretende obrigar a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos a pagar táxis aos passageiros quando houver falhas que impeçam a circulação nos trens.

A hipótese, que já foi tema de discursos de França em outras ocasiões, foi novamente citada pelo governador, desta vez em entrevista à emissora de TV católica, Rede Vida.

 “Nós vamos estabelecer o seguinte, se o trem parou, você vai no guichê do trem da CPTM e vai pegar o valor para você ir de táxi. Azar da CPTM, porque a pessoa contratou o serviço”, disse.

Para o Governador, a medida seria uma forma de a CPTM aumentar a qualidade.

Entretanto, a companhia é custeada pelo Estado. A arrecadação tarifária não banca as operações da CPTM que, em média, precisa de subsídios anuais de R$ 1 bilhão.

Se a proposta sair do papel, o dinheiro deve sair do próprio governo do Estado.

Mas França não pode determinar a cobrança apenas numa “canetada”.

Seria necessário fazer um projeto de lei que deveria passar pela Assembleia Legislativa e nem todos os deputados estaduais estariam aptos a aceitar a proposta.

A declaração de França ocorreu bem no dia que a linha 12 Safira enfrentava problemas com interrupções de serviços.

Desde as primeiras horas de segunda-feira, 25 de junho, a situação dos 256 mil passageiros da linha 12-Safira da CPTM (Brás – Calmon Viana) ficou bem complicada por causa de obras previstas somente para o domingo e que não foram concluídas a tempo.

Na noite de segunda-feira e na tarde desta terça, 26, a circulação dos trens foi interrompida entre as estações Comendador Ermelino e Tatuapé, na zona Leste.

Ônibus municiais da Operação PAESE faziam o trajeto gratuitamente neste trecho. No restante da linha, a velocidade foi reduzida e o tempo de parada foi maior, resultando em trens mais lotados e viagens mais demoradas.

Segundo a CPTM, o motivo é que o consórcio HFTS Jade não terminou no domingo dentro do prazo previsto as obras de modernização da sinalização e equipamentos para a linha 12 ser compatível com a linha 13 Jade.

Estas obras são necessárias para que alguns trens partam da estação Brás e da estação Luz até a região do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Na tarde desta terça-feira, a CPTM anunciou que a linha tinha sido normalizada, mas depois os trens voltaram a operar com velocidade reduzida.

Conforme mostrou o Diário do Transporte, os acionamentos dos ônibus da operação PAESE pela CPTM têm sido cada vez mais numerosos.

Com base na Lei de Acesso à informação, a reportagem apurou que os gastos da CPTM com Operação PAESE subiram 72,8% em 2017 e chegaram a R$ 2,16 milhões.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/04/23/exclusivo-gastos-da-cptm-com-operacao-paese-sobem-728-em-2017-e-chegaram-r-216-milhoes/

Ainda em outra reportagem, o Diário do Transporte mostrou que a linha 12 é a que mais recebe reclamações. A CPTM atribuiu o fato aos reflexos das obras de modernização.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/06/04/metro-de-sao-paulo-e-nota-6-e-linha-12-e-a-que-mais-recebe-reclamacoes-na-cptm/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Antonio carlos disse:

    Pensei que esse cara era sério. Mais um maluco no pedaço.

  2. Antonio carlos disse:

    Pega uma bilheteria pela manhã e de dinheiro para 2000 3000 pessoas ir em de táxi.

  3. Rogerio Belda disse:

    Sem entrar no mérito: Será que este senhor já andou de trem ? Rogerio Belda

  4. Rogerio Belda disse:

    Pelo jeito, nunca andou em trem de subúrbio na sua infância. Isto faz lembrar-me de um procurador que resolveu fiscalizar se as composições do metrô paulista andavam com a porta aberta… Rogerio Belda

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