França diz que pretende fazer CPTM pagar táxi aos passageiros quando houver falhas
Publicado em: 26 de junho de 2018
Proposta, entretanto, teria de passar pela Assembleia
ADAMO BAZANI
O Governador de São Paulo, Marcio França, disse que pretende obrigar a CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos a pagar táxis aos passageiros quando houver falhas que impeçam a circulação nos trens.
A hipótese, que já foi tema de discursos de França em outras ocasiões, foi novamente citada pelo governador, desta vez em entrevista à emissora de TV católica, Rede Vida.
“Nós vamos estabelecer o seguinte, se o trem parou, você vai no guichê do trem da CPTM e vai pegar o valor para você ir de táxi. Azar da CPTM, porque a pessoa contratou o serviço”, disse.
Para o Governador, a medida seria uma forma de a CPTM aumentar a qualidade.
Entretanto, a companhia é custeada pelo Estado. A arrecadação tarifária não banca as operações da CPTM que, em média, precisa de subsídios anuais de R$ 1 bilhão.
Se a proposta sair do papel, o dinheiro deve sair do próprio governo do Estado.
Mas França não pode determinar a cobrança apenas numa “canetada”.
Seria necessário fazer um projeto de lei que deveria passar pela Assembleia Legislativa e nem todos os deputados estaduais estariam aptos a aceitar a proposta.
A declaração de França ocorreu bem no dia que a linha 12 Safira enfrentava problemas com interrupções de serviços.
Desde as primeiras horas de segunda-feira, 25 de junho, a situação dos 256 mil passageiros da linha 12-Safira da CPTM (Brás – Calmon Viana) ficou bem complicada por causa de obras previstas somente para o domingo e que não foram concluídas a tempo.
Na noite de segunda-feira e na tarde desta terça, 26, a circulação dos trens foi interrompida entre as estações Comendador Ermelino e Tatuapé, na zona Leste.
Ônibus municiais da Operação PAESE faziam o trajeto gratuitamente neste trecho. No restante da linha, a velocidade foi reduzida e o tempo de parada foi maior, resultando em trens mais lotados e viagens mais demoradas.
Segundo a CPTM, o motivo é que o consórcio HFTS Jade não terminou no domingo dentro do prazo previsto as obras de modernização da sinalização e equipamentos para a linha 12 ser compatível com a linha 13 Jade.
Estas obras são necessárias para que alguns trens partam da estação Brás e da estação Luz até a região do Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Na tarde desta terça-feira, a CPTM anunciou que a linha tinha sido normalizada, mas depois os trens voltaram a operar com velocidade reduzida.
Conforme mostrou o Diário do Transporte, os acionamentos dos ônibus da operação PAESE pela CPTM têm sido cada vez mais numerosos.
Com base na Lei de Acesso à informação, a reportagem apurou que os gastos da CPTM com Operação PAESE subiram 72,8% em 2017 e chegaram a R$ 2,16 milhões.
Relembre:
Ainda em outra reportagem, o Diário do Transporte mostrou que a linha 12 é a que mais recebe reclamações. A CPTM atribuiu o fato aos reflexos das obras de modernização.
Relembre:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Pensei que esse cara era sério. Mais um maluco no pedaço.
Pega uma bilheteria pela manhã e de dinheiro para 2000 3000 pessoas ir em de táxi.
Sem entrar no mérito: Será que este senhor já andou de trem ? Rogerio Belda
Pelo jeito, nunca andou em trem de subúrbio na sua infância. Isto faz lembrar-me de um procurador que resolveu fiscalizar se as composições do metrô paulista andavam com a porta aberta… Rogerio Belda