Cidades mais populosas da região de Campinas (SP) descartam redução da tarifa de ônibus

As justificativas, de modo geral, estiveram relacionadas aos cálculos do custo do transporte, que considera o valor dos custos do ano anterior. Foto: Fernando Martins

Discussão veio à tona após diminuição no valor do óleo diesel

JESSICA MARQUES

Entre as dez cidades mais populosas da região de Campinas, no interior de São Paulo, sete informaram que não vão reduzir o valor da tarifa dos ônibus, mesmo após a redução de R$ 0,46 no preço do diesel.

A redução do preço do litro do diesel foi um dos pontos do acordo apresentado pelo Governo Federal para acabar com a greve dos caminhoneiros, que começou em 21 de maio e só terminou oficialmente no dia 31.

Os municípios que descartaram a redução da tarifa, segundo informações do G1, foram Americana, Campinas, Hortolândia, Limeira, Mogi Guaçu, Sumaré e Valinhos.

As justificativas, de modo geral, estiveram relacionadas aos cálculos do custo do transporte, que considera o valor dos custos do ano anterior. A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste não respondeu ao G1.

Em entrevista exclusiva ao Diário do Transporte, o diretor institucional da NTU – Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos, Marcos Bicalho dos Santos, que representa mais de 500 viações no País, disse que não será possível abater o valor das passagens, já que as empresas tiveram ao longo do tempo de assumir os últimos aumentos constantes do valor do diesel sem reajustar as tarifas.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/06/05/entrevista-tarifas-de-onibus-nao-vao-baixar-com-reducao-do-preco-do-oleo-diesel-mas-impactos-nos-proximos-reajustes-nao-sao-descartados-pelas-empresas/

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Comentários

Comentários

  1. Gerson Carvalho disse:

    Boa noite…

    É compreensível que os gastos operacionais e administrativos são altos, porém, as empresas de Campinas e de São Bernardo do Campo, por exemplo, retiraram os cobradores, reduzindo a folha trabalhista, consequentemente os custos finais…

    Como diria o Paulo Gil, façamos a matemática da Tia Cotinha:

    Salário do motorista no ABC – R$ 3.200,00
    Custo real para a empresa – R$ 6.432,00

    Salario do Cobrador no ABC – R$ 1.800,00
    Custo real para a empresa – R$ 3.618,00

    Tendo em vista que os encargos trabalhistas giram em torno de 101% do salário pago.

    Pois bem, antes da retirada destes profissionais, o valor gasto por onibus (por jornada), é de R$ 10.000,00 por mês… Hoje, as empresas gastam 6.432,00, em torno de 35% menos… E nao venha me dizer que cobrador dá prejuízo, pois as empresas sempre os tiveram.

    Claro que, concordo que COBRADOR não é profissão e sim função muito monótona, similar ao ascensorista, mas, com a retirada dos mesmos, nao vimos realocação do quadro, aumento ou melhoria na frota… As renovações anuais já eram feitas antes das demissões e nem todos foram promovidos a motorista.

    É aquela coisa… Veio muito a calhar para estas empresas: 35% a menos de custos, 0.46 a menos no diesel… Uma tarifa equivalente a 6,00 (devido a não presença dos cobradores), fora as tarifas no VT que são maiores do que a tarifa paga pelo cidadãos comum.

    PARABÉNS SBCTRANS, BENFICA, TRANS-BUS, RIGRAS, EAOSA, VIRIPISA, MOBIBRASIL, RIACHO GRANDE, ITAJAÍ, VB, ONICAMP, CAMPIBUS, e demais!

    Abraços,

    Gerson Carvalho
    Administrador de Empresas e Bancário.

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