Rodoviários do Rio de Janeiro decidem não retomar greve de ônibus

Greve havia sido suspensa por 24 horas. Foto: Tomaz Silva - Agência Brasil

Após assembleia, categoria definiu que vai entrar na Justiça contra ação do Rio Ônibus impedindo fim da dupla função de motorista e cobrador

JESSICA MARQUES

Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram não retomar a greve de ônibus na cidade. Após assembleia realizada nesta terça-feira, 12 de junho de 2018, a categoria definiu que vai entrar na Justiça contra ação do Rio Ônibus impedindo fim da dupla função de motorista e cobrador, segundo informações do jornal O Globo.

A empresa protocolou uma ação que não permite que a Prefeitura do Rio de Janeiro regulamente a volta dos cobradores de ônibus na cidade, conforme foi estabelecido na Lei 6304/2017. O processo foi movido pelo Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas do setor.

Uma liminar foi concedida pela juíza Ana Cecília Argueso Gomes de Almeida, da 14ª Vara de Fazenda Pública, em 26 de janeiro. Contudo, a juíza suspendeu os artigos que estabeleciam as punições para o caso do descumprimento da norma caso não houvesse cobrador nos ônibus.

As punições previstas eram retirar o ônibus de circulação e, se houvesse reincidência, suspensão da permissão da linha. Sem a previsão de punição, a lei não seria cumprida.

Acabar com a dupla função estava entre as reivindicações da categoria, que iniciou paralisação na manhã de segunda-feira, 11 de junho.

A greve de ônibus no Rio de Janeiro foi suspensa por 24 horas e a categoria trabalhou normalmente nesta terça-feira.

Relembre: Greve de ônibus no Rio de Janeiro é suspensa por 24 horas

O prefeito do Rio de Janeiro chegou a comentar a reivindicação, nesta terça-feira.

Relembre: Crivella diz que fim da dupla função de motorista e cobrador nos ônibus deve ocorrer de forma gradual

Quanto às questões salariais, inicialmente, a categoria pedia reajuste de 10% nos salários; pagamento de plano de saúde; vale alimentação de R$ 409,50; vale refeição de R$ 480; retorno da data-base para 1º de março; fim do acúmulo de função de motorista e cobrador; suspensão de multas e pontuação para haver prazo maiores para recursos e pagamentos de salários atrasados.

Após uma reunião com a presença do prefeito Marcelo Crivella, foi apresentada uma proposta que contempla reajuste de 7% nos salários e 50% na cesta básica, que passaria de R$ 200, para em torno de R$ 300. A categoria aceitou essas condições nesta terça.

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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