Metrô nega recursos de empresas e na quinta-feira prossegue com licitação para conceder 15 terminais de ônibus por 40 anos

Terminal Barra Funda está entre os espaços que serão concedidos nesta licitação

Próxima fase é a abertura dos envelopes com os documentos de habilitação

ADAMO BAZANI

O Metrô de São Paulo negou os recursos administrativos de duas empresas interessadas na concessão de 15 terminais de ônibus integrados à rede de trilhos e nesta quinta-feira, 14 de junho de 2018, vai abrir a documentação para a habilitação da companhia vencedora.

São sete terminais cujas empresas poderão realizar construções para exploração imobiliária e oito terminais que não poderão ter a estrutura modificada, mas com a possibilidade de as empresas explorarem comercialmente as áreas.

A concessão será por 40 anos.

Os recursos administrativos foram movidos pela empresa Vitacom Participações S.A. e pelo Consórcio PPX Integritate, que não concordavam com os resultados das propostas comerciais.

Na fase das propostas comerciais, foi classificada em primeiro lugar a Fran Capital VI Fundo de Investimento Imobiliário, com R$ 182,34 milhões. A segunda proposta classifica foi da Vitacom Participações S.A., que ofereceu R$ 142,34 milhões mensais ao Metrô. A terceira foi o Consórcio PPX Integritate, com oferta de R$ 133,62 milhões.

A classificação ocorreu no dia 03 de maio de 2018, mas, diante dos recursos, no dia 12 de maio, o procedimento foi suspenso.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/05/12/metro-suspende-data-de-decisao-sobre-empresa-que-vai-assumir-15-terminais-de-onibus-por-40-anos/

Com uma área total de 115 mil metros quadrados, juntos, os 15 terminais em concessão e pontos de ônibus adjacentes recebem uma média de 900 mil passageiros por dia útil que utilizam 259 linhas de ônibus.

Em 2017, o Metrô de SP recebeu 13% de suas receitas de fontes não ligadas diretamente à venda de bilhetes. Isso significa um total de R$ 248,3 milhões, o que representou crescimento de 30% em relação a 2016.

O governo do Estado havia lançado inicialmente o edital de concessão no dia 17 de agosto de 2017. Mas questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) atrasaram a licitação.

No dia 30 de novembro de 2017, a conselheira do TCE, Cristiana de Castro Moraes, questionou os estudos econômico-financeiros, que fixaram os valores do contrato e a forma como o dinheiro será repassado aos cofres do Metrô, na modalidade da licitação.

Depois de ser retomada, a licitação estava prevista para ser realizada em 10 de março, como mostrou o Diário do Transporte. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/02/26/governo-de-sp-licitara-dia-10-de-marco-15-terminais-de-onibus-integrados-com-metro/

15 TERMINAIS DE ÔNIBUS OBJETO DE CONCESSÃO:

Linha 1 – Azul

Ana Rosa

Santana

Parada Inglesa

Armênia (sul)

Linha 3 – Vermelha

Vila Matilde

Carrão (norte)

Carrão (sul)

Tatuapé (norte)

Tatuapé (sul)

Patriarca

Artur Alvim

Penha (norte)

Barra Funda (sul)

Barra Funda (turístico)

Brás

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Não se trata de resposta, apenas de “relembranças”: Antes de entrar em operação a primeira linha de metrô da cidade de São Paulo, foi enviada uma missão ao México para acompanhar a inauguração do metrô da capital. Constatado o tumulto provocado pela “integração” espontânea na inauguração da 1ª linha, a Cia.do Metrô resolveu desapropriar terrenos junto as futuras estações para construir terminais de ônibus. Na época seria impossível privatiza-los porque não existia para a sociedade uma ideia clara do que seria “metrô”, quanto mais “terminal de integração”; muito diferente de hoje quando pode se questionar: Porque a companhia do metrô deva construir terminais? Quando o metrô paulista estava contido no município de São Paulo e era uma empresa municipal, era compreensível. Agora é uma empresa estadual com tendência cada vez maior de estender-se para fora do município da capital. E, além disso, mudam muito condições de analise depois de 1/2 século.

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