Ônibus de Manaus operam com frota normal neste domingo

Normalização foi considerada trégua e greve continua nesta segunda

JESSICA MARQUES

Os ônibus de Manaus operam com frota considerada normal neste domingo, 3 de junho de 2018. Segundo o Sinetram (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas), 600 ônibus estão circulando na capital. O número é considerado habitual para o dia da semana, apesar de representar 50% da frota.

A normalização foi considerada uma trégua, pois o STTRM (Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus) informou que a greve continua nesta segunda-feira, 4 de junho de 2018.

Na sexta, as partes tiveram um encontro para conciliação, junto a membros do Ministério Público do Trabalho. Foi acordado um aumento de 3,5% para 2017/2018 e 1,69% para 2018/2019. O primeiro pagamento será em julho deste ano, com prazo até o quinto dia útil de agosto.

Também foi acertada a contratação de aproximadamente 8 mil funcionários como horistas, intermitentes e funcionários em tempo parcial.

Também foi acordado que, em caso de acidente em que o motorista foi culpado, haveria o pagamento de R$ 1,5 mil, parcelado em até seis vezes. O intervalo da jornada também pode ser fracionado, com tempo mínimo de dez minutos.

Apesar dos acordos firmados, o Sinetram não aceitou o fracionamento de férias, a compensação de horas extras e feriados somente por acordo coletivo, abono de falta dos grevistas e a desistência do patronal em um processo de dissídio coletivo.

Desta maneira, o STTRM informou, em nota, que normalizou a frota no domingo como trégua, mas que a greve continua, com previsão de apenas 30% da frota na rua nesta segunda-feira.

CPI DA TARIFA

Segundo o presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas, Givancir Oliveira, a categoria vai solicitar que a Câmara Municipal de Manaus abra uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar se há irregularidade no valor atual da tarifa, que está em R$ 3,80.

 

Jessica Marques para o Diário do Transporte

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Comentários

Comentários

  1. Rogerio Belda disse:

    Não tenho como opinar sobre um assunto tão distante. No assunto “greve de transporte coletivo”, eu já estive dos dois lados da “batalha”. É delicado que o usuário (como são denominados os passageiros) forma um “terceiro lado”. E quem queima ônibus é um “quarto” lado ainda pouco esclarecido. Cabe, ainda, acrescentar que ônibus é muito fácil de queimar como, no passado, também foram o trens; o que levou os interessados [ Empresas operadoras e fabricantes ] a realizar um estudo sobre sua fabricação com menos componentes inflamáveis ].

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