Associação Brasileira dos Caminhoneiros pede fim das interdições nas rodovias

Abcam informou que 25 estados brasileiros integraram as paralisações, com mais de 504 interdições.

Abcam teme pela segurança dos manifestantes

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) publicou um comunicado oficial pedindo o fim das interdições nas rodovias. A associação mostrou preocupação com a segurança dos manifestantes e orientou que os protestos continuassem de forma pacífica, sem obstrução nas vias.

A decisão foi publicada após o pronunciamento do presidente Michel Temer, que disse, nesta sexta-feira, que iria convocar forças federais de segurança para desbloquear as estradas e pediu para governadores usarem as polícias também.

Relembre: Em pronunciamento sobre greve dos caminheiros, Temer diz que forças federais vão desbloquear estradas

A Abcam reforçou, no comunicado, que não assinou nenhum acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel. Segundo balanço divulgado pela associação, foram 25 estados com manifestações, somando ao todo 504 interdições de vias.

Confira a nota da associação, na íntegra:

“Após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira, 25, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias.

Já mostramos a nossa força ao Governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições.

Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo Governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos.

É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria.

Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.

JOSÉ DA FONSECA LOPES
Presidente da ABCAM”

Com a greve dos caminhoneiros, diversos setores foram afetados, inclusive o transporte público de diversas cidades brasileiras. Confira a cobertura atualizada da situação dos ônibus de cada município:

Greve dos caminhoneiros: Paralisações continuam e frotas de ônibus com maior redução nesta sexta-feira – Em tempo real

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