Restrições para circulação de caminhões existem em pelo menos 491 cidades do Brasil

Características do caminhão são levadas em consideração para restrições. Foto: Adamo Bazani

Medidas deixam transporte de cargas até 15,4% mais caro, o que é repassado aos clientes

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

São registradas restrições para circulação de caminhões em pelo menos 491 cidades do Brasil, conforme noticiado pelo DCI nesta segunda-feira, 21 de maio de 2018. As medidas deixam o transporte de cargas até 15,4% mais caro e esse valor é repassado aos clientes, muitas vezes por meio de uma taxa sobre o frete.

A lista foi feita pela NTC & Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística). Deste número de municípios, 169 estão no Sudeste e 86, no estado de São Paulo. Minas Gerais tem 51 cidades com restrições, Paraná, 46 e Rio Grande do Sul, 44. No Rio de Janeiro, 23 cidades estão nesta situação.

Segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte), as principais restrições são “implementadas em relação à circulação, às operações de carga e descarga e às regras de estacionamento”.

As medidas de restrição têm diversos critérios. Entre eles, estão as características do caminhão, como o peso, o tipo e a quantidade de eixos. O tipo de carga também é levado em consideração. Também são colocadas limitações com relação a dias e horários de circulação.

O consultor técnico na NTC & Logística, Lauro Valdívia, afirmou ao DCI que em todas as cidades onde há restrição, é preciso cobrar uma taxa para cobrir o aumento dos custos.

A lista foi divulgada no dia em que os caminhoneiros decidiram fazer diversas manifestações em todo o país. Os atos são contra o reajuste no preço do óleo diesel e à cobrança de pedágio, quando eles trafegam vazios e com os eixos dos caminhões suspensos, entre outras reivindicações.

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