EMTU tem novo presidente. Licitações e corredores estão entre os principais desafios

Theodoro de Almeida Pupo Junior trabalho na Artesp, Metrô, SPTrans e CPTM

Theodoro de Almeida Pupo Junior, que assumiu o cargo, trabalhava na STM

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo) divulgou nesta quinta-feira, 17 de maio de 2018, o nome do novo presidente. O engenheiro e administrador de empresas Theodoro de Almeida Pupo Junior assumiu o cargo.

O atual presidente trabalhou, desde 2016, na Comissão de Monitoramento de Concessões e Permissões da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos.

Na área de transportes, trabalhou no Metrô de São Paulo, na SPTrans e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Em 2003, assumiu a Diretoria de Investimentos da Artesp (Agência Reguladora de Transporte de São Paulo).

Segundo informações da EMTU, Junior é “engenheiro e administrador de empresas com MBA pela FIA-USP, Theodoro Pupo iniciou sua carreira na Diretoria de Engenharia e Construções da CESP – Companhia Energética de São Paulo, passando pelas funções de estagiário, engenheiro e assistente de Diretoria”.

Desde 2011, o cargo era ocupado por Joaquim Lopes da Silva Júnior.

LICITAÇÕES E CORREDORES:

Um dos grandes desafios do novo responsável pela empresa estatal é retomar a polêmica licitação do sistema de ônibus da Grande São Paulo, que está barrada pelo TCE – Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, desde novembro de 2017, após diversas contestações.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/11/25/em-primeira-mao-tce-suspende-licitacao-da-emtu/

Os ônibus metropolitanos transportam mais de 2 milhões de pessoas por dia.

Os contratos assinados em 2006 venceram em 2016. A situação pior é do ABC Paulista, onde por interferência dos empresários de ônibus, nunca foi realizada uma licitação.

As empresas operam por meio de permissões precárias, com linhas desatualizadas e idade média de em torno de 8,5 anos.

Nas outras regiões metropolitanas do estado de São Paulo, os serviços gerenciados pela EMTU também registram problemas.

Na região de Campinas, por exemplo, não houve licitação ainda também.

A média da frota gerenciada pela EMTU é de 6,71 anos nas cinco regiões metropolitanas no Estado de São Paulo. Acima, portanto, da média de cinco anos exigida na maior parte do sistema de ônibus do País.

E os ônibus estão ficando mais velhos ainda, de acordo com relatório da administração da própria gestora do governo estadual publicado no Diário Oficial em 13 de março de 2018.

A Região Metropolitana de São Paulo teve, em 2017, frota com idade média de 7,05 anos. No ano de 2016, de acordo com dados da própria EMTU, a idade foi de 6,3 anos e, em 2015, foi de 5,6 anos.

Na região Metropolitana da Baixada Santista, a idade que era de 2,8 anos, em 2016, passou para 3,75 anos em 2017. É a única região do Estado de São Paulo cuja idade média de frota é inferior a cinco anos.

A região Metropolitana de Campinas possui a frota do sistema EMTU mais velha do Estado de São Paulo, 7,48 anos. Em 2016, era de 6,5 anos.

Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a idade da frota passou de 5,2 anos, em 2016, para 5,6 anos, em 2017.

Os ônibus das linhas da EMTU na Região Metropolitana de Sorocaba tinham idade média de 6,4 anos em 2016, que passou para 7,17 anos, em 2017, de acordo com o relatório da administração.

O índice de acessibilidade não evoluiu de forma significativa e o relatório ainda mostrou queda no total da frota e de passageiros transportados.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/03/15/emtu-frota-mais-velha-menos-onibus-e-queda-no-numero-de-passageiros/

Outro desafio que o novo presidente deve enfrentar é em relação aos corredores metropolitanos de ônibus, quase todos com atrasos em relação aos prazos originais.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes e Jéssica Silva, para o Diário do Transporte

 

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