Trabalhadores da Mercedes-Benz entram em terceiro dia de greve

Paralisação tem como objetivo reivindicar reajuste salarial e maior participação nos lucros.

Presidente da empresa afirma que não haverá demissões na planta

ADAMO BAZANI / JESSICA SILVA

Os trabalhadores da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, entram no terceiro dia de greve nesta quarta-feira, 16 de maio de 2018. A paralisação tem como objetivo reivindicar reajuste salarial e maior participação nos lucros.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC também se posiciona contra demissões de mensalistas. Os trabalhadores acreditam que a empresa pode estar planejando cortes.

O presidente da Mercedes-Benz, Philipp Schiemer, afirmou ao Diário do Transporte que não estão previstos cortes. “Não haverá demissões na planta. Não entendemos a paralisação neste momento, já que as negociações estão em curso” – disse o presidente da Mercedes, Philipp Schiemer.

A negociação entre os trabalhadores e a empresa ocorre desde abril deste ano, segundo informações do sindicato. O órgão, que representa a categoria, informou que a greve será mantida até que seja apresentada uma proposta que contemple grande parte das reivindicações.

A greve teve início nesta segunda-feira, 14 de maio de 2018. Relembre: Funcionários da Mercedes-Benz entram em greve, em São Bernardo do Campo

Além de reposição salarial, os trabalhadores querem que o cálculo da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) inclua a exportação de itens agregados, como motores, eixos e câmbios.

“A montadora não aceita incorporar o reajuste aos salários” – disse o secretário-geral do sindicato, Aroaldo Oliveira, também funcionário da Mercedes, em nota.

O sindicato afirma que 99% dos trabalhadores paralisaram as atividades e que apenas as áreas essenciais não aderiram à greve. A fábrica produz caminhões, chassis de ônibus, cabinas e agregados. A empresa tem aproximadamente 8 mil funcionários.

REFORMA TRABALHISTA

Outro ponto em discussão é que os metalúrgicos pretendem incluir no acordo coletivo um item de “salvaguarda” contra a Lei 13.467, de “reforma” trabalhista. A intenção é garantir que qualquer mudança tenha de passar por negociação prévia.

O principal item ao qual a categoria se opõe é uma cláusula sobre estabilidade de trabalhador acidentado.

SCANIA

Nesta quinta-feira, 17 de maio de 2018, está marcada para às 16h uma assembleia na Scania, fábrica que também fica em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Os trabalhadores vão avaliar a proposta de acordo coletivo, que também inclui PLR nas negociações.

Na última semana, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC relembrou 40 anos de greve na montadora.

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