Segundo Ministério Público, dinheiro desviado da Companhia Carris Porto-Alegrense abasteceu campanhas do PMDB

Ivsem Gonçalves recebeu R$ 1,7 milhão em indenizações por supostos acidentes de trânsito causados pela empresa

De acordo com o MP, oito pessoas teriam recebido valores de forma ilegal e quatro fizeram doações para candidatos do partido

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

O Ministério Público apurou que o dinheiro desviado da Companhia Carris Porto-Alegrense abasteceu campanhas do PMDB em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo o órgão, oito pessoas teriam recebido valores de forma ilegal e quatro fizeram doações para candidatos do partido.

O golpe foi feito por meio do uso da identidade de uma criança de três anos, que morreu em 1961, segundo publicação do portal Gaúcha ZH. As doações ilegais teriam sido feitas durante as eleições municipais de 2016.

Com o nome da criança, Ivsem Gonçalves recebeu R$ 1,7 milhão em indenizações por supostos acidentes de trânsito causados pela empresa, entre 2015 e 2017. O Ministério Público não informou detalhes sobre quais candidatos receberam o dinheiro, mas as transferências bancárias foram feitas por meio do nome do menino de três anos.

Na época dos desvios, a empresa era presidida por Sérgio Luiz Duarte Zimmermann, filiado ao PMDB. Vidal Pedro Dias Abreu era diretor administrativo e financeiro e Pedro Osório Rosa Lima, procurador, também segundo a Gaúcha ZH.

O promotor Flávio Duarte informou que os ex-funcionários da Carris serão ouvidos em investigação da Promotoria Criminal. O MP também informou que o dinheiro desviado teria sido usado para comprar aproximadamente R$ 100 mil em joias em nome de Ivsem e para a compra de veículos de luxo.

O MP também investiga, por meio da Operação Antares, dois filhos de Ivsem, que teriam usufruído do dinheiro desviado. Todos os envolvidos serão chamados para depor.

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