Ministério Público estima prejuízo de R$ 184 milhões aos cofres públicos por compra de trens para a Linha 5-Lilás do Metrô

Trens ficaram parados por quase dois anos no pátio do Metrô.

Justiça de São Paulo tornou seis ex-presidentes do Metrô réus por improbidade administrativa após compra de R$ 615 milhões

JESSICA SILVA PARA O DIÁRIO DO TRANSPORTE

O Ministério Público Estadual estima que o prejuízo causado aos cofres do Estado de São Paulo pela compra dos 26 trens para a Linha 5-Lilás do Metrô seja de R$ 184 milhões. Segundo informações da Justiça, ao todo foram investidos R$ 615 milhões entre 2011 e 2016, incluindo também contratos e aditivos.

O prejuízo calculado pelo Ministério Público corresponde a 30% do que teria sido investido na compra dos trens que ficaram quase dois anos parados no pátio do Metrô, conforme informações divulgadas pelo Estadão. Por conta da compra, a Justiça de São Paulo fez nove réus em uma ação sobre o assunto, dos quais seis são ex-presidentes da companhia.

Relembre: Por compra de trens a R$ 615 milhões, Justiça de São Paulo torna réus seis ex-presidentes do Metrô por improbidade administrativa

O contrato para a compra dos trens foi assinado em 2011 com a empresa espanhola CAF. Na época, o presidente da empresa era Jorge José Fagali e o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

Ainda segundo informações do Estadão, também assinaram os contratos o então diretor de planejamento da empresa, Laércio Mauro Santoro Biazzotti, e o gerente de concepção de projetos, David Turbuk. O promotor Marcelo Milani informou que os acordos foram mantidos mesmo com a paralisação das obras.

Ao descrever a ação, o juiz Adriano Marcos Laroca, da 12.ª Vara da Fazenda Pública, citou um trecho da ação em que o promotor afirma que, “a despeito da paralisação das obras em 2010, o Metrô manteve a compra dos 26 trens, sem ‘qualquer explicação aparente’. Aqui, aduz que o presidente do Metrô à época o corréu Sérgio (Avelleda), além dos réus Jurandir, David e Laércio, por tal compra açodada, assumiram o risco de causar dano aos cofres públicos, até porque os trens, sem o término das obras, sequer podem ser submetidos a testes”.

OUTRO LADO

A STM (Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos) de São Paulo informou, por meio de nota, que não houve conduta irregular na compra dos trens para a Linha 5-Lilás do Metrô.

Confira a lista de réus e as respectivas defesas na seguinte reportagem: Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos afirma que não houve conduta irregular na compra dos trens para a Linha 5-Lilás

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Comentários

Comentários

  1. WILLIAM HOWARD HOSSELL disse:

    Aqui na “casa da mãe Joana”, quer dizer Rio de Janeiro, quem comprou os trens para o metrô? Sim, ele mesmo, o SC, além do secretário de transportes na época – Júlio Lopes e o presidente da concessionária que não recordo o nome. Tudo aconteceu com o aval do Régis Fichner, secretário da “casa civil” que dava o suporte jurídico para a quadrilha dos guardanapos em Paris! Os vagões não entravam nos túneis e batiam nas plataformas. Toda a sinalização dentro dos túneis precisou ser trocada de lugar; as plataformas de granito foram serradas; adaptações foram colocadas pois as pessoas caiam nos vãos entre as portas e as plataformas (1 passageiro morreu na estação Pavuna) e, ETC. Será que por aqui vai haver investigação?
    D U V I D O.

  2. Rogerio Belda disse:

    Há muito tempo não leio algo tão estapafúrdio. Aprovada uma nova linha de metrô, as primeiras providencias são, antes mesmo de construir a linha e as estações: instalar o pátio de estacionamento com oficinas e comprar os trens para começar a treinar todo o pessoal técnico de operação e manutenção com o novo equipamento e as novas instalações, antes da entrada em operação do serviço. Os paulistanos mais velhos, como eu, devem lembrar que o chamado “pátio Jabaquara” do metrô foi construído antes da linha para receber os trens ainda durante a sua construção. Rogerio Belda – P.S. Mais engraçado do que isto, no século passado,foi a inspeção de uma autoridade que queria fiscalizar se os trens estavam operando com as portas abertas… mas desculpável, então, porque era um sistema ainda bem pouco conhecido.

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