Governo de São Paulo entrega estação Oscar Freire com apenas um acesso

Estações ficarão fechadas neste domingo, 14, até as 16h Foto: Adamo Bazani

De acordo com o secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, segundo acesso só será concluído no segundo semestre. Diferença do tipo de solo entre um lado e outro da Rebouças foi justificativa dada pelo chefe da Pasta

REPORTAGEM: ADAMO BAZANI

REDAÇÃO: ALEXANDRE PELEGI E JESSICA SILVA

Depois de mais de cinco anos de atraso, começou a operar nesta quarta-feira, 4 de abril de 2018, a estação Oscar Freire, da Linha 4-Amarela do Metrô. Prevista para atender aproximadamente 23 mil passageiros por dia, a estação só foi entregue com um acesso, do lado ímpar da Avenida Rebouças.

De acordo com o secretário de Transportes Metropolitanos Clodoaldo Pelissioni, um dos motivos para explicar a diferença do tempo de entrega é que o solo do lado par da Rebouças é diferente do lado ímpar.

“Ao escavar, verificamos um solo mais mole do que o esperado quando fizemos o projeto. Estamos tendo que escavar com mais cuidado. O fundamental é garantir a segurança, não só do usuário, mas do entorno da estação, então vamos trabalhar devagar, mas permanente para que no segundo semestre possamos entregar o segundo acesso. Agora, as pessoas vão ter que fazer a ultrapassagem da Avenida Rebouças para poder pegar o metrô no acesso principal” — disse Pelissioni.

Por meio do acesso no lado ímpar, a estação vai funcionar por 15 dias, das 10h às 15h, já com cobrança de passagem. Após o período com horário de funcionamento reduzido, a estação vai funcionar em horário comercial, de domingo a sexta-feira das 4h40 à 0h, e aos sábados das 4h40 à 1h.

A estação tem seu acesso principal na altura do número 1.237 da Rua Oscar Freire, esquina com a avenida Rebouças. Essa entrada, com acesso pelos Jardins, permite que o usuário alcance as ruas da Consolação, Bela Cintra e Haddock Lobo.

A segunda entrada, que será aberta no segundo semestre, está situada no sentido Faria Lima da Avenida Rebouças e será essencial para o acesso ao Hospital das Clínicas, maior complexo hospitalar da América Latina.

O governador Geraldo Alckmin, presente na inauguração ao lado de toda a cúpula tucana, negou que a abertura de apenas um lado da estação na última semana de sua permanência no Governo do Estado tenha motivos eleitoreiros. Segundo Alckmin, o objetivo é ofertar o transporte já com a condição que a estação pode oferecer.

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Para chegar ao acesso, é preciso atravessar a Avenida Rebouças

Localizada a 35 metros de profundidade, a nova estação da Linha 4-Amarela conta com acessibilidade e portas de plataforma instaladas, cinco elevadores, além de 20 escadas rolantes e 17 fixas.

A nova estação será a 74ª a integrar a rede Metroviária de São Paulo. A nova estação se juntará às que já estão em operação na Linha 4: Luz, República, Higienópolis-Mackenzie, Paulista, Fradique Coutinho, Faria Lima, Pinheiros e Butantã.

NOVAS PROMESSAS

Com a estação Oscar Freire entregue, ficarão faltando duas estações para concluir todo o traçado da Linha Amarela:. Segundo informações de Pelissioni, a estação Vila Sônia está prevista para dezembro de 2019 e a São Paulo-Morumbi, prometida para o segundo semestre de 2018.

“A Vila Sônia tem um grande terminal de ônibus que vai servir Itapecerica da Serra, Embu, Taboão da Serra, todos os municípios do derredor, e um pátio de trens. Por isso, uma obra mais complexa, com 1,5 km de túneis que estão sendo escavados ao final do próximo ano” — disse o secretário.

Em coletiva realizada durante o evento, Pelissioni também falou sobre o futuro de outras linhas do Metrô e monotrilho.

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Reportagem: Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Redação: Jessica Silva

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