Fortaleza tem frota reduzida neste domingo e ônibus operam em comboio por causa de ataques

Bandidos atacam passageiros e trabalhadores ao incendiarem ônibus. Foto: José Leomar – Diário do Nordeste

Ao menos sete ônibus foram destruídos em incêndios promovidos por criminosos

ADAMO BAZANI

A frota de ônibus em circulação na cidade de Fortaleza neste domingo está reduzida, reflexo dos ataques criminosos da noite deste sábado que destruíram ao menos sete coletivos em incêndios.

Cinco linhas que atendem o terminal que fica na praça do Santuário Sagrado Coração de Jesus, no centro, também estão sem prestar serviços neste domingo.

As linhas suspensas foram a 602- Centro/Pio XII, 633- Centro/Passaré, 666 – Centro/Jardim Castelão e a 613- Centro/Barroso.

A suspensão foi necessária porque os ônibus passam por locais considerados inseguros, com possibilidade de ataques, segundo informações do Sindiônibus (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará).

A Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor) teve a garagem atacada a tiros na noite de sábado.

Houve também ataques contra bases da Polícia, torres de telefonia celular, Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Os ataques, segundo suspeita a Polícia Civil, são comandados por facções criminosas.

Os bandidos fizeram uma espécie de protesto contra projeto do Senado que quer tornar obrigatória a implantação de bloqueadores de celulares em presídios de todo o País.

Também como pano de fundo dos ataques, há rixas entre facções de marginais que tentam dominar o sistema penitenciário.

As secretarias de Segurança Pública e do Sistema Penitenciário do Ceará decretaram alerta máximo.

Segundo a Etufor, nesta manhã, os ônibus saíram com frota reduzida e só operam em comboio.

Ontem, a empresa informou que os coletivos sairiam apenas com escolta da Polícia e Guarda Civil, mas moradores de Fortaleza e região relataram que viram ônibus sem proteção.

O Sindionbus, que é o sindicato das empresas de ônibus, diz que as operações estão ocorrendo “na medida do possível” e que os funcionários estão com medo de trabalhar.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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