Empresas de ônibus mostram bastidores da operação para passageiros
Publicado em: 25 de março de 2018
Ideia, em forma de série, foi adotada inicialmente na Metra, no ABC Paulista, e agora companhias de Curitiba também mostram ações dentro das garagens
ADAMO BAZANI
A população de uma maneira geral não tem ideia dos trabalhos necessários para colocar um ônibus em operação.
É um trabalho semelhante à escala industrial que envolve diversos setores que se comunicam entre si e vários profissionais que atuam 24 horas por dia.
As empresas de ônibus agora estão dispostas a mostrar este trabalho em séries de vídeos.
O primeiro exemplo de série é o “Por Dentro da Metra”, empresa de ônibus e trólebus operadora do Corredor Metropolitano ABD, entre a cidade de São Paulo e o ABC Paulista.
O Diário do Transporte destacou a iniciativa em abril do ano passado.
Relembre:
Agora é a vez das empresas de Curitiba terem iniciativa muito semelhante.
O Setransp, que é o sindicato das viações da capital paranaense e região metropolitana, lançou o primeiro vídeo de uma série que mostra os bastidores da operação, manutenção e gerenciamento.
No episódio 01, dentro da garagem de uma das empresas do Consórcio Pioneiro, são mostrados os procedimentos após a recolhida do ônibus, como inspeção geral das condições do ônibus, abastecimento e lavagem, por exemplo.
Na Metra, foram mais episódios pela iniciativa estar no ar há mais tempo. Entre os assuntos estão: CCO, dispositivo de mensagem direta online para o motorista, limpeza, manutenção do pavimento do corredor (uma das atribuições da empresa), plantio de manacás ao longo do corredor, ar-condicionado, entre outros assuntos.
Confira.
Empresas de ônibus de Curitiba:
Por Dentro da Metra:
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes



Eu andava muito nas garagens do ABC, quando tinha 12-13 anos. Era super curioso, já que adorava brincar na rua de motorista, com ônibus feito de latas de óleo, e conheci várias garagens, da Vila Alpina, Expresso Sta Rita, Esplanada, Pato Azul, Padroeira, e a EAOSA quando era na Santo Dumont, hoje Carrefour. Lá eu via o sistema do diretor de tráfego, responsável pela vistoria da saída e chegada dos veiculos. Cada motorista tinha que anotar falhas e defeitos quando da devolução dos veículos, assim como receber a comanda na saída para labuta. Fui cobrador, em 1972, na Expresso Santa Rita. Da minha parte era manter o busão limpo. Mas o óleo esparramado no piso era de vomitar. Começávamos as 4:30 na linha Estação -Jardim Tietê (S. Mateus-SP) …e acabava na garagem Pç Chile no Bangú-Pq das Nações.