Rodoviários da Viação Litoral mantém greve por tempo indeterminado no Rio de Janeiro
Publicado em: 2 de março de 2018
Após paralisação nesta quinta-feira (1), funcionários da empresa de ônibus decretaram greve. Não houve acordo com a empresa
ALEXANDRE PELEGI
Os rodoviários da Viação Litoral, empresa de ônibus da Zona Oeste do Rio de Janeiro, decidiram na tarde desta quinta-feira (1) decretar greve por tempo indeterminado.
No início desta manhã eles protestaram na frente da empresa Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio. Um ônibus tentou sair da garagem para trabalhar e foi atacado com ovos pelos funcionários que protestavam.
Os funcionários alegam estar há mais de um ano sem receber férias, além de 8 meses de vale-refeição. Os salários, que estavam atrasados há dois meses, foram depositados pela empresa após protestos feitos na quarta-feira passada, dia 28 de fevereiro.
A viação Litoral opera 13 linhas na cidade do Rio, que atendem os bairros de Jacarepaguá, Tijuca e Centro.
Segundo o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb Rio), a frota da Litoral tem 200 carros, sendo 25 do BRT e 12 que estão parados, sem manutenção.
Para o presidente do Sintraturb Rio, Sebastião José, essa é uma das piores crises que já atingiu a categoria nos últimos anos.
Sebastião José lembra que em menos de 6 meses, três empresas de grande porte encerraram suas atividades: São Silvestre, Santa Maria e agora a Litoral.
Ontem, dia 1º de março, a empresa, por meio de nota, afirmou que a situação é reflexo da crise enfrentada pelas empresas da cidade, e cita o congelamento da tarifa.
“A Viação Litoral Rio informa que está com a circulação de sua frota comprometida por causa de uma paralisação de funcionários nesta quinta-feira (01.03).
É importante ressaltar que esta paralisação é reflexo da maior crise já enfrentada pelas empresas de ônibus que atuam no município do Rio de Janeiro. O setor já está há mais de dois anos sem reajuste de tarifa, por não cumprimento de contrato por parte da Prefeitura.
Sem o reajuste, previsto em contrato, as empresas perdem a capacidade de investir em manutenção e renovação da frota, assim como no pagamento dos insumos essenciais e de funcionários. O fato vem sendo alertado pelas empresas desde o início de 2017”.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes



…. É quase o fundo do poço . Mas veremos muitas coisas e a pergunta que não quer calar: Não seria melhor a intervenção geral no estado ? Qual ou quais são as perspectivas na EDUCAÇÃO , TRANSPORTES , SAÚDE… ??? Ou farão a conta gotas ?