EMTU explica Resege e diz que não há desestímulo para frota melhor

Autopass, opera bilhetagem eletrônica na Grande São Paulo, com cerca de 9 milhões de Cartões BOM emitidos

De acordo com a gerenciadora de transportes, o que determina o valor da taxa é a capacidade de transportes de cada veículo e não os equipamentos embarcados

ADAMO BAZANI

Nesta semana, com base em dados da SMT – Secretaria de Transportes Metropolitanos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, o Diário do Transporte trouxe uma reportagem que revelou que no ano passado, a EMTU, gerenciadora do sistema de linhas intermunicipais metropolitanas, arrecadou R$ 33,9 milhões com a Resege – Receita dos Serviços de Gerenciamento e Fiscalização, que é uma espécie de taxa de gerenciamento que cobra das companhias de ônibus.

O valor da Resege, cobrada em regiões onde as viações atuam como permissionárias e não como concessionárias, a exemplo da Área 5 (ABC Paulista) onde nunca foi realizada uma licitação, varia de acordo com o tipo de ônibus.

Para um ônibus padron, que habitualmente é melhor que um básico, o valor é maior, por exemplo. O mesmo ocorre em relação aos articulados.

Empresários e gerentes de companhias de ônibus disseram à reportagem que esta diferenciação de valor desestimula a operação de veículos melhores.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2018/02/28/resege-rendeu-a-emtu-r-339-milhoes-em-2017/

A EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos esclareceu na tarde desta quinta-feira, 01° de março de 2018, que o valor da Resege não é influenciado pelo tipo de ônibus quanto à sua configuração de equipamentos embarcados e sim pela capacidade de lotação de cada veículo.

A gerenciadora ainda contestou alegação dos profissionais de transportes de que a forma de cobrança desestimula a inclusão de frota melhor porque, segundo a EMTU, a compra de ônibus novos é um item que compõe a tarifa. Por fim, na nota, a empresa estadual citou outras atribuições que não foram especificadas na matéria anterior. Veja na íntegra

Em relação ao texto publicado no Diário do Transporte com o título “Resege rendeu à EMTU R$ 33,9 milhões em 2017”, a EMTU/SP esclarece que o valor do Resege varia de acordo com a tecnologia veicular, considerando a capacidade de transporte de passageiros, e independe dos equipamentos como  ar condicionado, wi fi, motor traseiro, câmbio automático, entre outros. Esses acessórios podem constar nos ônibus comuns, sem alterar o valor do Resege, caso o empresário tenha a preocupação de proporcionar aos seus usuários mais conforto nas viagens nas linhas metropolitanas sob sua responsabilidade.

O texto omite outros trabalhos realizados por esta gerenciadora – conforme informado anteriormente, a EMTU é sim responsável pelo planejamento e fiscalização da operação das linhas e da frota do sistema regular das cinco regiões metropolitanas do Estado de São Paulo  e que, convém citar, envolvem  cerca de 900 linhas que transportam em torno de 50 milhões de passageiros por mês, quase dois milhões por dia, além da inspeção realizada no serviço de fretamento que somam 20 mil veículos.

Mas há outras atividades, também essenciais, exercidas por esta empresa para manter a qualidade e eficiência do serviço oferecido, como fiscalização e combate ao transporte clandestino, pesquisas Origem-Destino, programa de Índice de Qualidade do Transporte – IQT, Programa Conscientizar voltado para o controle de emissão dos ônibus, manutenção e operação dos Centros de Atendimento aos Passageiros Especiais, gestão do Serviço Especial LIGADO que transporta estudantes com deficiência nas Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas, entre outros.

E por fim, é incorreta a afirmação do gerente da empresa operadora, não identificado no texto, sobre não ser interessante colocar em operação ônibus que ofereçam mais conforto aos passageiros, pois a aquisição de veículos novos no transporte metropolitano é considerada na composição da tarifa.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Roberto Carlos Camargo disse:

    Duas coisas eles leram a matéria e as críticas. A matéria conseguiu fazer com que viessem a publiço escarecer. Porém ainda não convence nós usuários na medida que não há transparência e muito menos melhor serviço prestado pelas empresas.

    1. Leonardo Frederico de Paula disse:

      Se o transporte vai de mal a pior, a lei trabalhista deveria dar opção ao trabalhador de receber o VT ou em dinheiro ou em Cartão BOM, assim a lei de incentivo ao transporte opcional como bicicleta por exemplo iria trazer mais saude de vida ao trabalhador

  2. Israel disse:

    Parece que quem manda na EMTU precisa sentir na pele o que é andar espremido desses ônibus todo santo dia, para ver se o passageiro tenha mais respeitabilidade

  3. Claudio disse:

    Quais viações vão ter nova frota de ônibus da emtu , acho talvez um dos candidatos é a mobibrasil tá precisando melhora a instrutura e por ônibus intermunicipais articulados em diadema pra substituir os menores onibus convecionais, midis e micros.

  4. Gláucio oliveira disse:

    A emtu diz e não fala nada. E pelos valores da reportagem anterior então deve ser porquê carrega + passageiros. E a fiscalização em audiência publica da emtu eles dizem tem menos fiscal que números de município da rmsp. Ai com folga. Férias e afastamento e pelo horário de funcionamento dos bus não tem nem meio fiscal. É brincadeira de mau gosto

  5. André Marianno disse:

    Como esses R$ 33 milhões foram aplicados na EMTU ? O dinheiro entrou no caixa e saiu para onde ? Possivelmente para os grandes salários desses órgãos públicos…

  6. Marcelo disse:

    Se cobrassem R$ 500,00 por qualquer ônibus e arrecadassem 10 milhões já não tava bom EMTU ? E assim daria para cobrar as empresas para prestarem um serviço melhor que realmente é o papel de vocês que é fiscalizar e não arrecadar.
    Agora a empresa com essas taxas desproporcionais vai investir em carros pequenos e sem conforto pois paga menos essa tal de RESEGE..

  7. Leonardo Frederico de Paula disse:

    Se não podemos ter uma empresa que presta serviço de qualidade aos usuarios, que se anule a legislação vigente que proibe o debido do VT em dinheiro para que o trabalhador possa escolher o qual transporte alternativo seja ele municipal trem ou metrô de sua escolha um direito contitucional.

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