Aplicativo permite denúncias de assédio sexual nos transportes da Capital e Grande São Paulo pelo celular

Corredor ABD. Um dos sistemas onde pode ser usado o aplicativo. Clique na foto para ampliar

Chamada VouD, ferramenta foi desenvolvida pela empresa Autopass, e também possibilita recarga de créditos do Cartão BOM

ADAMO BAZANI

Passageiros do sistema de ônibus intermunicipais da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, na Grande São Paulo, do Corredor ABD, operado pela Metra, do Metrô e da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, contam a partir desta terça-feira, 20 de fevereiro de 2018, com um aplicativo de celular que permite relatar casos de assédio e abuso sexual em veículos, paradas, estações e terminais do transporte coletivo na capital paulista e na região metropolitana.

Chamado VouD, o aplicativo foi desenvolvido pela Autopass, mesma empresa que opera o Cartão BOM.

As denúncias, segundo a empresa de tecnologia, podem ser anônimas e as informações vão para um banco de dados e podem ajudar a identificação de linhas e paradas com mais incidência de casos para a elaboração por parte dos gestores públicos de ações preventivas ou de reforço de policiamento ostensivo.

Os dados não são transmitidos on line às autoridades de segurança.

O aplicativo VouD também oferece serviços como compra de créditos para o Cartão BOM, consulta de saldos e das últimas movimentações do cartão e informa os pontos físicos de recarga mais próximos da localização do passageiro.

Em nota, o presidente da Autopass, Rubens Gil Filho, afirmou que com o decorrer do tempo, outros serviços serão acrescentados ao aplicativo.

“Aos poucos, iremos acrescentar novas funcionalidades ao VouD para melhorar a experiência do cliente no transporte, reforçando nosso compromisso em contribuir na construção de cidades inteligentes”

O Diário do Transporte testou o aplicativo para compra de créditos.

Para o cadastro, a ferramenta exigiu número do Cartão BOM, CPF, nome completo, número de celular, e-mail, telefone e endereço.

Uma senha foi enviada ao e-mail e teve de ser digitada no aplicativo.

A reportagem então optou por comprar R$ 10,00 em créditos para a modalidade comum pelo cartão de crédito de bandeira Mastercard, mas o menu oferece outras bandeiras.

No entanto, foi cobrada uma taxa de R$ 1,50. A compra ficou R$ 11,50.

O aplicativo informou que o crédito de R$ 10 seria depositado em 48 horas.

Em seguida, a reportagem acionou a ferramenta de busca de postos de recarga.

O aplicativo informou as estações da CPTM mais próximas, mas não trouxe a informação de estabelecimentos comerciais.

O ponto mais próximo informado foi uma estação da CPTM no centro de Santo André (cidade onde fica a redação do site) a 2,9 km. Mas a menos de 500 metros, uma loja de fast food que também permite a recarga não foi informada.

A ferramenta está disponível tanto para sistemas de celulares Android e IOs

METRÔ CONECTA:

Desde o ano passado, o Metrô disponibilizou um aplicativo para denúncias de ocorrências nas composições e estações, inclusive assédio e abuso sexual.

A ferramenta, entretanto, manda as informações relatadas em tempo real para o CCO – Centro de Controle Operacional do Metrô para as providências. Os operadores da segurança do Metrô podem abrir um chat para conversar com os passageiros e obter mais informações.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/06/12/metro-de-sao-paulo-lanca-aplicativo-para-comunicacao-de-ocorrencias/

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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