Rodoviários da Grande Vitória confirmam paralisação para esta terça-feira

Ônibus da Grande Vitória. Se pararem, rodoviários terão de cumprir frota mínima. Crédito Giordano Trabach. Clique na foto para ampliar

Não houve acordo entre empresas e trabalhadores. Justiça determinou frota mínima

ADAMO BAZANI

O Sindirodoviários, Sindicato dos Rodoviários do Espírito Santo, confirmou neste dia 25 de dezembro, que nesta terça-feira, 26, haverá greve de motoristas e cobradores de ônibus da Grande Vitória.

Não houve acordo entre as empresas de ônibus e os trabalhadores quanto aos reajustes salariais e de benefícios.

A Justiça determinou na semana passada, frota mínima caso a paralisação de fato ocorra.

O desembargador do TRT-ES, José Luiz Serafini, estipulou que 70% da frota circulem nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h) e 50% nas demais horas.

A greve estava marcada para o dia 18 da semana passada, mas na ocasião uma decisão judicial proibiu a paralisação. A multa em caso de descumprimento seria de R$ 100 mil para cada rodoviário, e o Sindirodoviários seria multado em R$ 200 mil. A paralisação foi adiada, então, para 26 de dezembro.

Os trabalhadores querem reajuste salarial entre 7% e 10%, mas aceitam negociar percentuais em torno de 5%. Na última audiência de conciliação, a categoria rejeitou proposta de reajuste de 2%.

O índice inicial apresentado pelo GVBus – Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória foi de 1,83%

A entidade patronal chamou o sindicato trabalhista de intransigente, em nota.

“Lamentamos a posição intransigente do sindicato dos trabalhadores, pois eles estão cientes da atual situação das operadoras do Transcol”

As viações também se queixam de dificuldades financeiras

As empresas operadoras do Sistema Transcol ficaram sem qualquer reajuste da tarifa em 2015, e no ano seguinte, o reajuste ficou abaixo do estipulado em contrato. Como agravante, houve queda de 15% no fluxo de passageiros entre 2014 e 2017.

Somado a isso, estão os custos operacionais, que não param de crescer. Somente o diesel acumula valorização de 18,98% entre julho e dezembro desse ano, dados do Valor Econômico. Vale destacar também que só a mão de obra representa 54% do valor necessário para bancar o sistema. Algumas empresas tiveram que recorrer a empréstimos para financiar a atividade.

Os trabalhadores ainda pedem pagamento integral do plano de saúde e reajuste no tíquete alimentação de R$ 4 por dia.

A Ceturb/GV – Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória, que gerencia o sistema, deve nesta terça-feira, tirar do ar provisoriamente o serviço on line de informações de horários de partidas para não confundir os passageiros, caso ocorra de fato a greve.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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Comentários

Comentários

  1. Roch disse:

    Brincadeira o usuário paga caro a passagem é paga mais ainda não teno.transporte

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