BYD entrega 265 ônibus elétricos para São Paulo em maior fornecimento do tipo já realizado no Brasil
Publicado em: 22 de junho de 2026
Montadora amplia presença na capital paulista e passa a operar quase 550 veículos movidos a bateria na capital
ARTHUR FERRARI
A BYD participou da renovação da frota do transporte coletivo da cidade de São Paulo (SP) com a entrega de 265 ônibus elétricos, quantidade que representa mais da metade dos 500 veículos apresentados pela Prefeitura de São Paulo e pelas concessionárias do sistema neste fim de semana. Segundo a fabricante, trata-se do maior fornecimento de ônibus elétricos pesados já realizado no Brasil.
Com a incorporação das novas unidades, a empresa passa a ter quase 550 ônibus elétricos em operação na capital paulista e cerca de 700 veículos em circulação em todo o território nacional. A apresentação dos veículos ocorreu em cerimônia promovida pela Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito (SMT) e pela SPTrans, na Marginal Tietê.
Os ônibus entregues pertencem aos modelos D9W e BC22, este último um veículo superarticulado voltado para corredores de alta demanda. Os modelos utilizam baterias Blade, tecnologia desenvolvida pela própria fabricante, e foram projetados para operações urbanas com grande volume de passageiros.
De acordo com a empresa, os novos veículos possuem capacidade para transportar até 80 passageiros. A fabricante afirma que os ônibus contam com componentes produzidos em Manaus (AM) e montagem realizada na unidade industrial de Campinas (SP).
Em declaração divulgada pela BYD, o vice-presidente sênior da companhia no Brasil, Alexandre Baldy, destacou a importância da entrega para a expansão da eletrificação do transporte coletivo no país.
“Atingir um recorde dessa magnitude é um momento de grande relevância para a BYD e reforça, de forma concreta, o nosso protagonismo na transformação da mobilidade urbana no Brasil”, afirmou Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e Head Comercial e de Marketing da BYD Auto.
A empresa também informou que alcançou a liderança nacional em emplacamentos de ônibus elétricos durante o mês de maio, ampliando sua participação no segmento.
O diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil, Marcello Schneider, afirmou que a adoção da tecnologia elétrica em operações de grande porte depende de fatores como autonomia, capacidade operacional e confiabilidade dos veículos.
“A eletrificação de alta demanda exige mais do que substituir motores. É preciso garantir capacidade operacional, autonomia, segurança e confiabilidade em uma rotina intensa de circulação. Os modelos entregues foram desenvolvidos para atender às necessidades específicas da operação urbana brasileira, demonstrando que o transporte coletivo de grande escala já pode avançar com emissão zero sem abrir mão de desempenho e eficiência”, declarou Marcello Schneider, diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil.
Ainda segundo Schneider, a ampliação da frota elétrica demonstra o avanço da eletrificação no transporte coletivo brasileiro.
“O que vemos hoje é a consolidação de uma mudança estrutural na mobilidade urbana brasileira. A discussão já não está mais centrada na viabilidade da tecnologia, mas na velocidade de implementação e na escala dos projetos. Este fornecimento recorde demonstra que o Brasil reúne condições para avançar de forma consistente na eletrificação do transporte coletivo, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais para toda a população”, concluiu o executivo.
A entrega dos 265 ônibus integra o processo de ampliação da frota elétrica do sistema municipal de São Paulo, que passou a contar com 1.759 veículos movidos por baterias, segundo dados divulgados durante a apresentação oficial.
O Diário do Transporte esteve no evento de apresentação dos veículos, realizado na manhã de domingo (21), e mostrou que com a chegada do total de 500 unidades, entre os quais, 104 articulados, elevando de 1259 para 1759 unidades, essa é a maior frota do País. Mesmo assim, o número é pequeno, representando apenas 13,07% da frota total de 13.460 coletivos e ainda abaixo da meta de 2,6 mil elétricos que deveria ter sido alcançada em dezembro de 2024. Como há dificuldades de renovação de frota, a prefeitura permite ônibus a diesel mais velhos, de até 14 anos.
Relembre
Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

