Acidentes de trânsito: mais de duas pessoas morreram por dia em SP entre janeiro e outubro, aponta Infosiga

motos faixas de ônibus
Motociclistas seguem sendo as principais vítimas no trânsito do Estado de SP, com mais de 3 mortes em cada 10. Foto: Arquivo/Rede Globo

Pedestres e motociclistas, pela ordem, foram as principais vítimas do trânsito paulistano

ALEXANDRE PELEGI

Dados do Infosiga apontam a fragilidade do pedestre, da motocicleta e do ciclista no violento trânsito da cidade de São Paulo: uma a cada três mortes na capital, por exemplo, envolveu uma motocicleta entre janeiro e outubro deste ano. Os pedestres seguem sendo as maiores vítimas, quase a metade do total.

O Infosiga, organismo vinculado ao governo de São Paulo que monitora e estuda as mortes no trânsito, apontou que desde janeiro deste ano, até o mês de outubro, 746 pessoas morreram vitimadas por acidentes de trânsito na cidade.

Desse total de mortes, 340 eram pedestres, 249 motociclistas e 90 estavam em carros. O que dá, em média, a impressionante marca de mais de duas pessoas mortas na cidade em acidentes de trânsito.

MOTOCICLETAS

A Zona Oeste de São Paulo desponta como a região onde se deu o maior maior número de acidentes com motociclistas. Na Avenida Escola Politécnica, da Marginal Pinheiros, foram 4 mortes de motociclistas ou garupas em um trecho de apenas 1,3 km, na altura da Avenida Corifeu de Azevedo Marques.

O período mais crítico é o período da madrugada. Ao todo, 84 pessoas que estavam em motos morreram nesse período do dia.

Como exemplo da letalidade do trânsito paulistano, tem-se o dado desta segunda-feira (4), quando três acidentes graves na capital provocaram 4 mortes: dois pedestres e dois motociclistas, o dobro da média diária das mortes provocadas por atropelamentos ou colisões neste ano.

BICICLETAS

Além de pedestres e motocicletas, o número de ciclistas mortos na cidade preocupa. Os registros de óbitos de ciclistas, segundo dados do Infogiga, cresceram 55% entre janeiro e outubro deste ano (31 mortes) em comparação a 2016 (20 mortes).

O crescimento das mortes de ciclistas segue na contramão da tendência geral. Enquanto até outubro 746 pessoas morreram nas vias da cidade, número 5,8% inferior ao registrado em 2016, no mesmo período, o de ciclistas cresceu mais de 50%.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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