Acidentes de trânsito: mais de duas pessoas morreram por dia em SP entre janeiro e outubro, aponta Infosiga
Publicado em: 5 de dezembro de 2017
Pedestres e motociclistas, pela ordem, foram as principais vítimas do trânsito paulistano
ALEXANDRE PELEGI
Dados do Infosiga apontam a fragilidade do pedestre, da motocicleta e do ciclista no violento trânsito da cidade de São Paulo: uma a cada três mortes na capital, por exemplo, envolveu uma motocicleta entre janeiro e outubro deste ano. Os pedestres seguem sendo as maiores vítimas, quase a metade do total.
O Infosiga, organismo vinculado ao governo de São Paulo que monitora e estuda as mortes no trânsito, apontou que desde janeiro deste ano, até o mês de outubro, 746 pessoas morreram vitimadas por acidentes de trânsito na cidade.
Desse total de mortes, 340 eram pedestres, 249 motociclistas e 90 estavam em carros. O que dá, em média, a impressionante marca de mais de duas pessoas mortas na cidade em acidentes de trânsito.
MOTOCICLETAS
A Zona Oeste de São Paulo desponta como a região onde se deu o maior maior número de acidentes com motociclistas. Na Avenida Escola Politécnica, da Marginal Pinheiros, foram 4 mortes de motociclistas ou garupas em um trecho de apenas 1,3 km, na altura da Avenida Corifeu de Azevedo Marques.
O período mais crítico é o período da madrugada. Ao todo, 84 pessoas que estavam em motos morreram nesse período do dia.
Como exemplo da letalidade do trânsito paulistano, tem-se o dado desta segunda-feira (4), quando três acidentes graves na capital provocaram 4 mortes: dois pedestres e dois motociclistas, o dobro da média diária das mortes provocadas por atropelamentos ou colisões neste ano.
BICICLETAS
Além de pedestres e motocicletas, o número de ciclistas mortos na cidade preocupa. Os registros de óbitos de ciclistas, segundo dados do Infogiga, cresceram 55% entre janeiro e outubro deste ano (31 mortes) em comparação a 2016 (20 mortes).
O crescimento das mortes de ciclistas segue na contramão da tendência geral. Enquanto até outubro 746 pessoas morreram nas vias da cidade, número 5,8% inferior ao registrado em 2016, no mesmo período, o de ciclistas cresceu mais de 50%.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte



Comentários