Aumenta em SP número de mortes por atropelamento envolvendo ônibus
Publicado em: 15 de novembro de 2017
Secretário Avelleda afirma que nova licitação exigirá telemetria em ônibus para aumentar segurança.
ALEXANDRE PELEGI
Matéria apresentada pelo canal Globo News nesta quarta-feira, dia 15, aponta que o número de mortes por atropelamento envolvendo ônibus na cidade de São Paulo cresceu 45% de janeiro a agosto deste ano, em comparação a igual período de 2016. Foram 32 mortes, a maioria na Zona Sul da capital. Em 2016, no mesmo período, foram registradas 22 mortes.
Curiosamente, conforme o Diário do Transporte noticiou em outubro de 2016, informações da SPTrans indicavam que a quantidade de óbitos de pedestres atropelados por ônibus entre janeiro e agosto daquele ano caíra 12% na comparação com o mesmo período de 2015, quando 25 pessoas haviam morrido pelo mesmo motivo. Era o menor número de pessoas atropeladas em São Paulo desde 2011. Relembre:
O canal Globo News, que obteve os dados através da Lei de Acesso à Informação, citou como caso mais recente o fato acontecido nesta terça-feira (14) à noite envolvendo uma criança de seis anos, também na Zona Sul da cidade de SP. Estevam Rodrigues da Silva estava acompanhado do pai, pedalando sua bicicleta numa calçada ao lado de uma movimentada avenida. O garoto caiu em direção à rua ao perder o equilíbrio, chocando-se com a lateral traseira de um ônibus da Linha 6078-10 (Shopping Interlagos – Cantinho do Céu) que passava rente à guia. O motorista, ao ouvir o barulho, parou para ver o que havia acontecido.
Segundo o levantamento, com dados fornecidos pela SPTrans, as mortes por atropelamento envolvendo ônibus em 2017, de janeiro a agosto, estão distribuídas da seguinte forma:
| Zona Sul |
12 |
| Zona Leste |
9 |
| Zona Norte |
5 |
| Centro |
4 |
| Zona Oeste |
2 |
| Total |
32 |
Entrevistado pelo canal de TV, o secretário de Mobilidade e Transportes da Prefeitura de SP, Sérgio Avelleda, informou que o próprio pai da criança atestara que o motorista do ônibus da linha 6078-10 estava em baixa velocidade no momento do choque, “e que era inevitável o evento, diante do desequilíbrio da criança”. Mesmo assim, disse Avelleda, “o motorista ficará afastado até a conclusão de todos os procedimentos normais numa apuração administrativa, quando se decide se ele tem condições de voltar a dirigir ou se deverá ser afastado definitivamente”.
AVELLEDA PROMETE EDITAL DE LICITAÇÃO SAI ATÉ O FIM DO ANO. TELEMETRIA SERÁ OBRIGATÓRIO:
Como uma medida para aumentar a segurança, Avelleda informou que a Secretaria está implantando o sistema de telemetria em alguns ônibus da frota de São Paulo, para controlar eletronicamente o comportamento do motorista. A telemetria permite medir indicadores importantes, como aceleração, frenagem e força G, esta última como forma de calcular a velocidade que o motorista entra e sai das curvas.
Avelleda disse que nas frotas em que a telemetria foi instalada houve uma queda significativa de incidentes, citando como exemplo a queda de usuários no interior dos ônibus; verificou-se até mesmo a redução de acidentes, disse ele.
O secretário garantiu que na nova licitação do sistema de ônibus essa tecnologia será obrigatória para todos os coletivos de São Paulo.
O edital da nova licitação deverá ser publicado até o final do ano, segundo Avelleda, com a previsão de assinatura dos contratos já para o 1º semestre de 2018.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte



Mas não era o aumento da velocidade das marginais o vilão? Os espaços exclusivos para ônibus não deveriam ter trazido mais segurança? Por que não vemos aqui na matéria a mesma voracidade que existe quando se divulgam os números de mortos por acidentes com veículos particulares?
Me fiz a mesma pergunta…
concordo! acabei de ser quase atropelado por um carro que fez a conversão em uma rua sem me dar prioridade e ainda riu de meu susto.
Agora anoite, eu vi um ciclista ( adolescente ) …………….apostando corrida com um ônibus do transporte urbano. Este ciclista chegou a colocar uma das mãos na lateral do ônibus. Resumindo na atualidade temos: Pessoas praticando esportes nas ruas e avenidas durante horário de movimento intenso, ciclistas e motociclistas fazendo barbaridade e pedestres atravessando fora da faixa de segurança e pior aqui na Via Dutra passam fora da passarela . Se algum comentarista solicitar e sentar-se no posto de trabalho do motorista de um ônibus é notório que existem pontos ” cegos ” onde o motorista não tem acesso visual a pessoas que por imprudência atravessam ou se posicionam próximo ao ônibus em movimento, acidentes poderiam ser evitados
Amigos, bom dia.
Considerando-se o fato relatado na matéria, é um absurdo o afastamento deste piloto.
Lembrando que ninguém sai de casa para bater carro, buzao, moto, byke, VUC, caminhão, micrão, articulado e muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito menos atropelar um pedestre.
Claro que toda regra tem sua exceção, mas…
Att,
Paulo Gil
A segurança no trânsito depende de diversos fatores, quando não se tem uma infraestrutura de qualidade, a velocidade é um ponto chave na questão.
Responsabilizar apenas as vítimas não muda em nada as estatísticas. Não podemos esquecer que a má formação de pedestres e ciclistas, somado ao excessivo espaço urbano destinado aos veículos automotores, contribuem para atitudes de risco das vítimas, assim como a pouca fiscalização sobre os motoristas.