São Carlos (SP) usará contratação emergencial para que nova empresa assuma sistema de ônibus

Frota deve ser renovada

Sem contrato desde o início do ano, a Suzantur opera no município em situação contestada pelo MP

ALEXANDRE PELEGI

Atuando no município por meio de um contrato emergencial firmado no ano passado, a empresa Suzantur deixará de operar na cidade de São Carlos, no interior paulista. O contrato foi considerado irregular pela promotoria em maio deste ano, o que deixou a situação insustentável. A empresa de ônibus também opera em Mauá e em Santo André, no ABC Paulista.

Segundo a Procuradoria Geral do município anunciou nesta quinta-feira (5), uma contratação emergencial será aberta para que uma nova empresa assuma o transporte público pelos próximos seis meses.

Informações da prefeitura dão conta de que 10 empresas já teriam manifestado interesse pelo contrato emergencial. A empresa que ofertar a melhor proposta será contratada e terá um prazo para assumir o serviço.

Em setembro, a Suzantur protocolou junto ao Sindicato dos Empregados em Transportes Rodoviários, Urbanos, Fretamento Intermunicipal e Suburbano de São Carlos, um comunicado de que paralisaria suas atividades caso a prefeitura não regularizasse o pagamento de subsídio, suspenso  desde janeiro de 2017. O montante já chega à casa dos R$ 5,6 milhões.

Em nota oficial a Suzantur garantiu que vai respeitar o processo de transição. “Por se tratar de serviço essencial, garantido na constituição, o processo de transição para uma possível nova empresa indicada pela prefeitura será amplamente respeitado, sem prejudicar a população”.

Da parte da prefeitura a explicação para o repasse do subsídio não ter sido à Suzantur não é feito porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) considerou irregular o contrato emergencial firmado em agosto de 2016.

SITUAÇÃO IRREGULAR:

Conforme noticiamos em maio deste ano, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), em São Carlos, moveu ação por improbidade administrativa contra o ex-prefeito Paulo Altomani (PSDB), o ex-secretário Márcio Marino, responsável pela área, e a Suzantur. O motivo: a promotoria considerou irregular o contrato emergencial firmado no ano passado entre a prefeitura e a empresa de ônibus.

Relembre: https://diariodotransporte.com.br/2017/05/29/mp-diz-que-contratacao-da-suzantur-em-sao-carlos-foi-irregular/

Nesta quarta-feira (4) a porta de um ônibus da Suzantur despencou ao parar em um ponto de ônibus em São Carlos. Ninguém se feriu. Relembre:

 

https://diariodotransporte.com.br/2017/10/05/porta-de-onibus-da-suzantur-cai-em-sao-carlos-sp/

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Leiam atentamente:

    “Da parte da prefeitura a explicação para o repasse do subsídio não ter sido à Suzantur não é feito porque o Tribunal de Contas do Estado (TCE) considerou irregular o contrato emergencial firmado em agosto de 2016.”

    Quem fez o contrato, não foi a PM São Carlos ????

    Agora a própria PM São Carlos NÃO paga porque foi declarado irregular ??

    E o que a empresa tem a ver com isso ????

    Circo ou Hospício ?????

    Tanto faz.

    Que o próximo contrato tenha o aval prévio do TCE, senão vai ser igual a cachorro tentando morder o rabo.

    MUDA BARSIL

    Att,

    Paulo Gil

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