Testes para novos trens atrasam e CPTM não consegue cumprir prazos prometidos

O governador Geraldo Alckmin entregou nesta quinta-feira, 2 de fevereiro, mais um novo trem para a Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato-Jundiaí), da CPTM. Na agenda, o governador também fez um balanço dos Expressos Turísticos da CPTM e anunciou uma novidade programada para este mês de carnaval no Expresso Turístico-Mogi. Essa é a nona composição a ser entregue do lote de 65 unidades encomendadas. Com as novas composições, a CPTM iniciou o processo de padronização da frota da Linha 7-Rubi, a maior da CPTM, com 60,5 quilômetros de extensão. Local: São Paulo/SP. Data: 02/02/2017. Foto: Alexandre Carvalho/A2img

Comprados pelo Governo do Estado trens estão depositados no terreno e galpão da empresa espanhola CAF na cidade de Hortolândia

ALEXANDRE PELEGI

Cerca de 80 vagões novos, ou dez trens inteiros, tomam sol e chuva bem distantes dos trilhos da região metropolitana de SP, para onde foram encomendados e fabricados para operar.

Comprados pelo Governo do Estado para circular nas linhas da CPTM – Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos, os trens estão depositados no terreno e galpão da empresa espanhola CAF na cidade de Hortolândia.

Uma reportagem do jornal Folha de SP, que chegou a sobrevoar o local nesta semana, conta a história na edição de hoje (22) em matéria do jornalista Fabricio Lobel. Descrevendo o contraste entre a situação e a realidade atual do sistema de trilhos, de “superlotação, atrasos e falhas constantes” , a matéria explica o que fazem dez trens inteiros em Hortolândia, cidade situada há 110 km de São Paulo.

“O motivo alegado para esse cenário é um gargalo na estrutura de testes obrigatórios dos novos trens antes de entrarem em circulação na rede”, reporta a matéria.

O governador Geraldo Alckmin teria anunciado que os novos trens demorariam apenas um mês para serem testados, e então entrarem em operação. Mas desde maio a espera para os testes tem sido, em média, de dois meses. Segundo a matéria, nesse ritmo todos os 47 trens que ainda faltam ser entregues só entrariam em operação em 2019, “três anos após a previsão inicial”, assinala a matéria.

Ou seja: superada a fase mais difícil, que é a fabricação e entrega das composições, os trens travam no gargalo operacional da CPTM, que possui apenas 4 trilhos para testes, informa a matéria da Folha.

Os trilhos da CPTM reservados para testes estão localizados entre as estações Lapa e Presidente Altino. Para ampliar a quantidade de trilhos dedicados, e assim acelerar a entrada das novas composições em operação, a estatal informou ao jornal que a medida implicaria em prejuízo ao tráfego já complicado.

Para a produção dos novos trens para a CPTM foi firmado um contrato com duas empresas, de quase R$ 2 bilhões, assinado há quatro anos. De um lote de 65 trens, apenas 18 estão em uso. Todos já deveriam estar rodando desde 2016 nas linhas 7-rubi (450 mil passageiros/dia) e 11-coral (724 mil passageiros/dia).

Do total dos 65 trens, com 18 já entregues e em operação nos trilhos da CPTM, apenas 8 estão em teste, sendo que ainda 39 aguardam na fila.

A Iesa, uma das empresas que com a Hyundai formava um consórcio para entrega dos trens, entrou em falência. Coube à fabricante coreana assumir a entrega de 30 trens, o que redundou em novos atrasos. A Hyundai, que segundo o governo deveria entregar todos os trens até agosto de 2016, não conseguiu cumprir o prazo – até agora apenas três trens deste lote foram entregues.

A outra empresa participante do contrato, a espanhola CAF, demorou para aprovar os trens fabricados nos testes exigidos pela CPTM. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse à Folha de SP que o primeiro trem da espanhola demorou 13 meses para obter os certificados de todos os testes da estatal.

No dia 5 de maio de 2017 divulgamos que, de acordo com um relatório da engenharia do Ministério Público, os novos trens entregues pela CAF e Hyundai-Rotem à CPTM “não são confiáveis para prestação de serviços e atendimento à população do estado de São Paulo”.

A afirmação estava num relatório elaborado pelo Centro de Apoio de Engenharia do Ministério Público Estadual, que investiga os atrasos na entrega de 65 novas composições para a malha e problemas de operação nos novos trens. Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2017/05/05/novos-trens-da-cptm-nao-apresentam-confiabilidade-diz-relatorio-da-engenharia-do-mp/#prettyPhoto

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte

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Comentários

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, boa noite.

    Isto é um absurdo, para não falar outra coisa.

    E os Aerotrens de Sampa ??

    Rodam ou Implodem ??

    Quando ??

    Depois dessa, até quando vai durar essa blindagem ??

    Att,

    Paulo Gil

  2. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    OPA!

    PERA AÍ.

    “No dia 5 de maio de 2017 divulgamos que, de acordo com um relatório da engenharia do Ministério Público, os novos trens entregues pela CAF e Hyundai-Rotem à CPTM “não são confiáveis para prestação de serviços e atendimento à população do estado de São Paulo”.

    Então por que compraram destas marcas ????

    Essa da pista de teste e dos teste, não cola.

    Se há esta limitação, bastava planejar e sincronizar a fabricação dos trens com as entregas.

    Isto é uma aberração da atual administração pública, sem contar se não é nada tipificado no Código Penal.

    IMPRObIDADE ADMINSTRATIVA.

    O que o MP acha ???

    E depois tem mais não tem malha ferroviária abandonada no interior de Sampa ??

    Tem sim.

    Então façam as devidas adaptações e montem um campo de provas para testes dos novos trenes.

    Pronto Paulo Gil deu a solução.

    Mas o que realmente intere$$a é e$ta confu$ao toda PRÉ FABRICADA.

    PREVI$IVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL

    E depois só o Lula que é culpada pela desgraça do Barsil.

    No mínimo intere$$ante, né…

    MUDA BARSIL

    Att,

    Paulo Gil

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