Testes para novos trens atrasam e CPTM não consegue cumprir prazos prometidos
Publicado em: 22 de setembro de 2017
Comprados pelo Governo do Estado trens estão depositados no terreno e galpão da empresa espanhola CAF na cidade de Hortolândia
ALEXANDRE PELEGI
Cerca de 80 vagões novos, ou dez trens inteiros, tomam sol e chuva bem distantes dos trilhos da região metropolitana de SP, para onde foram encomendados e fabricados para operar.
Comprados pelo Governo do Estado para circular nas linhas da CPTM – Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos, os trens estão depositados no terreno e galpão da empresa espanhola CAF na cidade de Hortolândia.
Uma reportagem do jornal Folha de SP, que chegou a sobrevoar o local nesta semana, conta a história na edição de hoje (22) em matéria do jornalista Fabricio Lobel. Descrevendo o contraste entre a situação e a realidade atual do sistema de trilhos, de “superlotação, atrasos e falhas constantes” , a matéria explica o que fazem dez trens inteiros em Hortolândia, cidade situada há 110 km de São Paulo.
“O motivo alegado para esse cenário é um gargalo na estrutura de testes obrigatórios dos novos trens antes de entrarem em circulação na rede”, reporta a matéria.
O governador Geraldo Alckmin teria anunciado que os novos trens demorariam apenas um mês para serem testados, e então entrarem em operação. Mas desde maio a espera para os testes tem sido, em média, de dois meses. Segundo a matéria, nesse ritmo todos os 47 trens que ainda faltam ser entregues só entrariam em operação em 2019, “três anos após a previsão inicial”, assinala a matéria.
Ou seja: superada a fase mais difícil, que é a fabricação e entrega das composições, os trens travam no gargalo operacional da CPTM, que possui apenas 4 trilhos para testes, informa a matéria da Folha.
Os trilhos da CPTM reservados para testes estão localizados entre as estações Lapa e Presidente Altino. Para ampliar a quantidade de trilhos dedicados, e assim acelerar a entrada das novas composições em operação, a estatal informou ao jornal que a medida implicaria em prejuízo ao tráfego já complicado.
Para a produção dos novos trens para a CPTM foi firmado um contrato com duas empresas, de quase R$ 2 bilhões, assinado há quatro anos. De um lote de 65 trens, apenas 18 estão em uso. Todos já deveriam estar rodando desde 2016 nas linhas 7-rubi (450 mil passageiros/dia) e 11-coral (724 mil passageiros/dia).
Do total dos 65 trens, com 18 já entregues e em operação nos trilhos da CPTM, apenas 8 estão em teste, sendo que ainda 39 aguardam na fila.
A Iesa, uma das empresas que com a Hyundai formava um consórcio para entrega dos trens, entrou em falência. Coube à fabricante coreana assumir a entrega de 30 trens, o que redundou em novos atrasos. A Hyundai, que segundo o governo deveria entregar todos os trens até agosto de 2016, não conseguiu cumprir o prazo – até agora apenas três trens deste lote foram entregues.
A outra empresa participante do contrato, a espanhola CAF, demorou para aprovar os trens fabricados nos testes exigidos pela CPTM. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse à Folha de SP que o primeiro trem da espanhola demorou 13 meses para obter os certificados de todos os testes da estatal.
No dia 5 de maio de 2017 divulgamos que, de acordo com um relatório da engenharia do Ministério Público, os novos trens entregues pela CAF e Hyundai-Rotem à CPTM “não são confiáveis para prestação de serviços e atendimento à população do estado de São Paulo”.
A afirmação estava num relatório elaborado pelo Centro de Apoio de Engenharia do Ministério Público Estadual, que investiga os atrasos na entrega de 65 novas composições para a malha e problemas de operação nos novos trens. Relembre:
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte


Amigos, boa noite.
Isto é um absurdo, para não falar outra coisa.
E os Aerotrens de Sampa ??
Rodam ou Implodem ??
Quando ??
Depois dessa, até quando vai durar essa blindagem ??
Att,
Paulo Gil
Amigos, bom dia.
OPA!
PERA AÍ.
“No dia 5 de maio de 2017 divulgamos que, de acordo com um relatório da engenharia do Ministério Público, os novos trens entregues pela CAF e Hyundai-Rotem à CPTM “não são confiáveis para prestação de serviços e atendimento à população do estado de São Paulo”.
Então por que compraram destas marcas ????
Essa da pista de teste e dos teste, não cola.
Se há esta limitação, bastava planejar e sincronizar a fabricação dos trens com as entregas.
Isto é uma aberração da atual administração pública, sem contar se não é nada tipificado no Código Penal.
IMPRObIDADE ADMINSTRATIVA.
O que o MP acha ???
E depois tem mais não tem malha ferroviária abandonada no interior de Sampa ??
Tem sim.
Então façam as devidas adaptações e montem um campo de provas para testes dos novos trenes.
Pronto Paulo Gil deu a solução.
Mas o que realmente intere$$a é e$ta confu$ao toda PRÉ FABRICADA.
PREVI$IVELLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL
E depois só o Lula que é culpada pela desgraça do Barsil.
No mínimo intere$$ante, né…
MUDA BARSIL
Att,
Paulo Gil