Prefeitura de SP transfere R$ 262 milhões da CET para subsídio dos ônibus
Publicado em: 30 de agosto de 2017
Em 26 de julho prefeitura havia remanejado R$ 148,2 milhões de outras fontes do orçamento para a mesma finalidade
ALEXANDRE PELEGI
Saiu publicado no Diário Oficial da cidade, nesta quarta-feira (30), decreto do prefeito João Dória transferindo R$ 262.399.849,00 milhões do orçamento de engenharia de tráfego para a Conta Sistema da São Paulo Transporte (SPTrans). O objetivo é custear o subsídio dos ônibus municipais, valor que vem crescendo desde o início do ano após o congelamento da tarifa, anunciado pelo prefeito logo após a eleição.

No dia 26 de julho, conforme noticiamos, a prefeitura havia feito outro decreto, para a mesma finalidade, no valor de R$ 148,2 milhões retirados do orçamento de diversas áreas. Relembre:
Prefeitura de São Paulo remaneja R$ 148 milhões para subsídios aos transportes
Enredado com recorrentes problemas com a manutenção dos semáforos na capital (o TJ suspendeu os contratos recém-assinados), a prefeitura afirma que a medida não afetará os serviços de trânsito, uma vez que já vinha usando recursos para ações de engenharia provenientes do Fundo Municipal de Desenvolvimento do Trânsito, que reúne o dinheiro das multas.
Pelos cálculos dos especialistas, até o fim do ano a Prefeitura precisará fazer ainda outros remanejamentos para manter equilibrada a conta das compensações tarifárias do sistema de ônibus. Estima-se que será necessário conseguir mais R$ 1 bilhão para manter os ônibus rodando nas ruas de São Paulo.
Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transporte



Agora vai ficar meio complicado.
Tem cidade menor que Sampa com passagem mais cara (bem mais cara, dependendo dos casos).
Agora as consequências estão chegando.
Prometeu, tem que cumprir, mas se a promessa for absurda, melhor nem falar.
Beneficiou o povo, que não precisa pagar uma passagem maior, mas a cobrança chegou (e com força).
Então a passagem vai ter que aumentar, quer queira, quer não. Desde que a passagem não aumente excessivamente (como em Guarulhos).
Pode aumentar que nem em Mauá (atualmente R$ 4,00).
Mas tem gente que acha que, pelos serviços prestados, R$ 3,80 ainda é caro.
Então tratem as empresas com rigor, para tratarem os passageiros como merecem.
Então se conscientizem de que o passageiro é o que mais sofre.
A culpa da demora era da gestão anterior, pois ela seria resolvida ainda no primeiro semestre de 2017. Agora já vamos para o último quarto do ano e nada… Como diria o Paulo Gil, esse é “Barsil”