Metrô assina contrato para exploração publicitária em 52 estações

Painéis e mídias devem ser modernizadas com contrato, segundo Metrô

Empresa francesa JCDecaux vai pagar R$ 375 milhões
ADAMO BAZANI
O Metrô divulgou nesta quinta-feira, 10 de agosto de 2017, a vencedora de uma licitação para exploração publicitária em 52 estações das linhas 1,2 e 3 da rede. Ao todo, a malha metroviária possui 61 estações. A linha 4 Amarela é operada pela iniciativa privada e a operação da linha 5 Lilás deve ser concedida também para a iniciativa privada em 28 de setembro, mas também terá uma concessão provisória de comercialização.
A empresa vencedora de um pregão eletrônico realizado em 26 de junho foi a francesa JCDecaux, que tem contratos de publicidade em 57 sistemas de metrô e um 18 de VLTs – Veículo Leve sobre Trilhos, em 18 países.
Ao todo, participaram três empresas com 230 lances. A JCDecaux venceu ao oferecer valor de remuneração mínima de R$ 375 milhões em contrato por dez anos. Os investimentos devem ser de R$ 20 milhões neste período.
Segundo a companhia do metropolitano, “no Metrô de São Paulo, a JCDecaux fica encarregada da instalação, operação, manutenção e gestão de espaços publicitários analógicos e digitais de um ativo com potencial correspondente a 29 mil m² em 142 trens e túneis, além de 4.650 m² das estações.”
A maior parte das áreas de publicidade terá peças e equipamentos digitais ou retroiluminados.
Estes espaços devem ser instalados em 15 meses a partir da assinatura do contrato, que ocorreu hoje. Também deve haver ao menos uma mídia em túnel.
Em nota, o Metrô explica que haverá três fases para a estratégia de comercialização da publicidade.
A estratégia de comercialização da concessionária foi estruturada em 3 fases. A primeira delas consiste na comercialização do inventário atual de publicidade, por meio de uma nova estratégia de vendas, por circuitos e produtos, como é feito normalmente para mobiliário urbano. A segunda será uma fase de transição das peças atuais para as novas estruturas, com a instalação de equipamentos no tamanho padrão de mobiliário urbano ou grandes formatos, dependendo da disponibilidade nas estações e fluxo de passageiros. Já a terceira, vai concretizar o novo plano de mídia, consolidando a exploração de todos os produtos. Com a adoção deste novo modelo, o Metrô espera não só ampliar sua receita não tarifária, mas melhorar a experiência de viagem dos usuários do sistema, com a implantação de uma publicidade mais moderna, mais bonita e com tecnologia capaz de prestar serviços e informações aos usuários, por meio de campanhas institucionais ou mensagens operacionais.
O Metrô também informou que assinou com a JCDecaux uma Carta de Autorização para a comercialização da publicidade das atuais sete estações da Linha 5-Lilás, durante os próximos seis meses, até a concessão deste ramal à iniciativa privada.
Ainda de acordo com o Metrô, a JCDecaux é responsável no Brasil pela publicidade no mobiliário urbano de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Manaus, Fortaleza, São Luís e Belém, além de ter a comercialização exclusiva da mídia do Aeroporto Internacional de São Paulo, bem como dos Aeroportos de Brasília, Natal e Rio Galeão. A concessão seguiu os moldes adotados por outros grandes metrôs do mundo, como Nova York, Paris, Madri e Barcelona. A disputa se deu entre três concorrentes, com total de 230 lances, vencendo a de maior remuneração mínima inicial.
A empresa chegou a ser cogitada também para assumir a parte da Odebrecht na Otima, responsável pelos pontos de ônibus da capital paulista, mas o negócio foi assumido pela Ruas Invest, que já integrava a empresa.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

2 comentários em Metrô assina contrato para exploração publicitária em 52 estações

  1. Para onde vai esse dinheiro ???? o metro é um saco sem fundo !!! arrecada feito louco e vive falido !!!

    • Flavio Said, bom dia.

      Só uma contabilidade REAL, pode responder a sua pergunta.

      Embora que arrecadar feito louco não significa nada, pois se não houver gestão e houver desperdício do dinheiro arrecadado, não há arreacadação louca que resolva.

      Abçs,

      Paulo Gil

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