Prefeito de Belo Horizonte condiciona aumento de tarifa de ônibus à auditoria

Publicado em: 9 de julho de 2017

Ônibus em BH. Prefeito usou o termo “caixa preta”

Alexandre Kalil, durante campanha, já havia prometido investigar sistema BHTrans

ADAMO BAZANI

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, disse na última sexta-feira, 07 de julho de 2017, que somente haverá novo reajuste de tarifa de transporte coletivo na cidade após a realização de uma auditoria ou investigação sobre as contas do sistema BHTrans e das empresas de ônibus.

O recado, que vem ao encontro do que já havia prometido em campanha, foi feito por meio de uma rede social do chefe do executivo.

Segundo Kali, é necessário abrir a “caixa preta” da BHTrans.

“Se não abrir a caixa preta da BHTRANS, ninguém mexe em preço de passagem. Azar da burocracia e dos empresários de ônibus”.

A prefeitura chegou abrir consulta pública para receber sugestões sobre as diretrizes da auditoria, mas ainda procedimento de licitação não foi concluído.

O Ministério Público também investiga os últimos reajustes das tarifas de ônibus.

No dia 31 de dezembro de 2016, o então prefeito Marcio Lacerda anunciou reajuste de 9,4% no valor das tarifas, passando de R$ 3,70 para R$ 4,05.

Em nota sobre a auditoria , a BHTrans disse que a retirada dos cobradores nos ônibus da capital também dependerá dos resultados desta verificação.

“Será contratada, por meio de licitação, uma auditoria fiscal e contábil para o transporte público com o intuito de analisar os custos e receitas do sistema.

Enquanto não for concluída a auditoria, ficará suspensa a retirada do agente de bordo (cobrador) nos ônibus da capital.”

As empresas de ônibus, por sua vez, dizem que os atuais valores ainda não cobrem plenamente os custos de operação e que implantação do Move BRT, sistema de corredores, exigiu investimentos em compra de ônibus mais adequados, de maior porte, e também com infraestrutura.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

Comentários

  1. Paulo Gil disse:

    Amigos, bom dia.

    Bunitinho esse Neobus.

    Prefeito de coragem.

    Tomara que a moda pegue.

    Agora me deu um “insight” será que em todo o Barsil, não há teses seja de mestrado ou doutorado que estudaram esta questão ??

    Que as bibliotecárias do Barsil nos ajudem com a sua expertise e coloquem os links dessas teses aqui no Diário, se este permitir.

    Não é possível que pelo menos 5 teses não aparecem nem que sejam de temas aproximados ao em tela.

    A operação do buzão em linhas gerais, já exite há mais de 60 anos, certo ?

    Certo.

    Portanto não é possível que essa continha seja tão difícil de fazer; claro eu sei que há muitas variáveis, mas não vamos trabalhar com as exceções.

    O que mudou no buzão, NADA.

    Continua a usar combustível fóssil, motor, pneus,motorista, cobrador, garagem, funilaria, pintura, elétrica, mecânica, e “x” colabordores por buzão em média e etc.

    Com o advento da informática, toda empresa de buzão no Barsil tem esses dados planilhados e com certeza o desvio padrão super bem calculado.

    Hoje até o carro de manutenção já é de motor traseiro (vi o da 81 outro dia “novinho”), portanto não dá para dizer que estes dados não existam.

    Sinceramente, na minha modesta e simplista opinião já começou mal, pois neste momento, não há necessidade de contratar nenhuma empresa de auditoria, pois esta continha sai facilmente de “ponta”.

    De posse dos “dados de ponta” (dados bruto) já dá muito bem para a equipe financeira das prefeituras de quaisquer capitais ter um norte.

    Dai, se necessário, pensar em contratar uma auditoria.

    Uma boa alternativa e fazer parcerias com as Universidades Públicas para que auxiliem neste trabalho, assim o mesmo poderá ser feito por todas as capitais com auxílio das universidades locais.

    Agora a pergunta é.

    Será que alguém quer abrir a caixa preta ???

    Será que esse resultado sairá ser gordura ???

    Só uma coisa é certa, buzão nunca deu, não dá e nunca dará prejuízo.

    Se desse não tinha tanto buzão novo rodando a exemplo do da foro e dos articuladinhos trucadinhos batendo lata em Sampa, fora articulado basiquinho rodando nos bairros e ate trucadinho de 15 metros rodando na vila, no caso de Sampa.

    Tai a prova de que prejuízo não dá.

    Se tem gordura ???

    A matemática básica da Tia Cotinha explica, não há necessidade de cálculos complexos.

    “O DEVEIRE – O HAVEIRE = QUANTO VAI PRO BOLSO”

    A continha é super simples.

    Att,

    Paulo Gil

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